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  • Publicado : 13 de fevereiro de 2013
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Ensinar matemática é um desafio, muito mais desafiante é ensinar de forma prazerosa estabelecendo o gostar da matemática. Usamos o termo gostar para expressar o quanto é bom, o quanto agrada algo ou alguém. Se fizermos consulta no dicionário Aurelio pode se ver especificado 13 significados para a palavra:

1.Achar bom gosto ou sabor: 2.Sentir prazer: 3.Ter afeição, amizade, a; sentir simpatiapor: 4.Julgar bom; apreciar; aprovar: 5.Dar-se bem; ser compatível; acomodar-se; aclimar-se, aclimatar-se: 6.Dar gosto; causar prazer; agradar: 7.Ter o hábito de; costumar: 8.Ser compatível; dar-se bem: 9.Gír. Sentir atração sexual, desejo: 10.Experimentar, gozar, fruir: 11.Tomar o gosto a; provar: 12.Ter gosto ou prazer em: 13.Estimar-se ou amar-se reciprocamente: (AURELIO, )


Destaforma fica bem claro que o gostar pressupõem um estabelecimento de prazer, de contentamento, de agrado. É justamente esse o grande desafio de um professor de matemática levar seus alunos a terem prazer por estudar e sobretudo gostem de aprender matemática. O gostar precisa estar arraigado ao aprender de forma direta. Fica enfático assim o que no mundo da educação se chama gostar de aprender sendo queeste gostar possibilita

Se o termo gostar é tão comum, no uso cotidiano das pessoas em geral, também se faz muito presente quando o assunto é a escola ou as atividades inerentes a ela, ainda que implicitamente. No âmbito da educação, é freqüente encontrarmos referências a um gostar de aprender que torna possível a aprendizagem, ou que ao menos a facilita pelo despertar do interesse noaprendente. Sobre esse envolvimento do sujeito com o conhecimento, Solé (1999) diz que, para que haja interesse numa determinada tarefa deve ser possível atribuir-lhe o sentido necessário que irá possibilitar esse envolvimento, “ela deve nos parecer atraente, deve nos
1 Conforme dicionário eletrônico da Língua Portuguesa Michaelis – www.uol.com.br/michaelis, acesso em 25/05/04. Capítulo 1 – Sobre oProblema de Pesquisa 19
interessar, devemos poder perceber que ela preenche uma necessidade” (ibid: 51, grifos nossos). É preciso que haja um interesse pessoal do sujeito para que de fato ele queira se engajar no processo e, com isso, torne o aprender um objetivo a ser alcançado. O fato de o sujeito agir no sentido de conhecer algo “pressupõe uma mobilização cognitiva desencadeada por um interesse,por uma necessidade de saber” (ibid: 31, grifos nossos). Essa ‘necessidade de saber’ pode não ser movida apenas por razões de ordem material ou prática – como, por exemplo, a necessidade de resolver um problema – mas sim por uma necessidade pessoal de saber sobre algo, um buscar o conhecimento, por que se quer saber sobre ele ou por que esse conhecimento lhe traz algum tipo de satisfaçãoparticular. Nesse caso, não se trata apenas de uma mobilização cognitiva, mas de uma mobilização do sujeito como um todo, em seu aspecto afetivo, relacional e cognitivo, da mobilização de um sujeito que quer aprender e que se dispõe a isso.
Charlot (2000) também afirma que aprender exige mobilização. Para ele, o sujeito mobiliza-se numa atividade quando faz uso de si mesmo como recurso, pondo “emmovimento móbeis que remetem a um desejo, um sentido, um valor”, de modo que a atividade desempenhada pelo sujeito “possui, então, uma dinâmica interna” (ibid: 55). Considera que todas as pessoas possuem, mesmo que em potencial, uma “atividade intelectual”, porém isso não é suficiente para que a pessoa aprenda ou se engaje numa tarefa, porque
o fato de mobilizar ou não essa potencialidade depende dosentido que ela confere àquilo que está ouvindo e a situação que está vivenciando. Isso varia, em primeiro lugar, com a história singular de cada aluno. Ou seja, os motivos que despertam o desejo de aprender numa criança podem não ter nenhum efeito sobre outra... 2
Nos Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio, no volume dedicado às ‘Ciências da Natureza e Matemática’, também...
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