Mulher na politica

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MIRIAM PILAR GROSSI E SÔNIA MALHEIROS MIGUEL

TRANSFORMANDO A DIFERENÇA: A S MULHERES NA POLÍTICA. POLÍTICA.
MÍRIAM PILLAR GROSSI E SÔNIA MALHEIROS MIGUEL

Introdução
Este texto foi costurado a quatro mãos, tendo como linha as falas das participantes do Seminário Mulheres na Política – Mulheres no Poder, resgatadas das notas taquigráficas transcritas pelo Departamento de Taquigrafia,Revisão e Redação, da Câmara dos Deputados. É, portanto, em sua essência, um texto plural. Nele, as vozes de muitas mulheres, e de alguns homens, refletem sobre os desafios do “fazer e ser” no espaço da política. O seminário teve como proposta avaliar as primeiras experiências com a política de cotas (implantada a partir das eleições de 1996) e pensar outras estratégias para o empoderamento1 dasmulheres. Entre seus objetivos salientamos: socializar as informações e reflexões referentes à temática mulher e poder, e difundir as experiências das mulheres em posição de poder; sensibilizar e articular as mulheres para a participação política; subsidiar as parlamentares para a realização de eventos regionais de apoio e estímulo às candidaturas de mulheres, e definir estratégias para ampliar a presençade mulheres em posições de poder. Organizado pelo
1 Sobre a tradução do termo empowerment ver artigo de Magdalena Leon, “Empoderamiento: relaciones de las mujeres com el poder”, publicado no Vol. 8 n.º 2/2000, da REF.

ESTUDOS FEMINISTAS

1 6 7 1/2001

TRANSFORMANDO A DIFERENÇA: AS MULHERES NA POLÍTICA

CFEMEA – Centro Feminista de Estudos e Assessoria,2 Bancada Feminina no CongressoNacional3 e CNDM – Conselho Nacional dos Direitos da Mulher,4 realizou-se em Brasília, na Câmara dos Deputados, de 16 a 18 de maio de 2000.5 O Seminário reuniu, durante três dias, cerca de 100 pessoas, entre parlamentares, prefeitas, pesquisadoras, mulheres candidatas às eleições municipais de 2000, representantes de Conselhos Estaduais e Municipais dos Direitos da Mulher, integrantes de núcleos egrupos de mulheres de partidos políticos, sindicatos e participantes dos movimentos de mulheres e feministas, numa rica conversa sobre os gostos e os desgostos da participação nos espaços de poder e da política. Na abertura, duas manifestações: inicialmente um ato político no qual os partidos políticos, juntamente com as entidades responsáveis pelo seminário, se manifestaram sobre as políticas decotas no contexto das ações afirmativas. E, logo após, um ato cultural, com o lançamento da cartilha “Vereadora 2000, Agora são outros Quinhentos”, de autoria da Deputada Iara Bernardi, e do livro “A Política de Cotas por Sexo – um estudo das primeiras experiências no Legislativo brasileiro”, publicado pelo CFEMEA. Nas mesas de debates, senadoras, deputadas federais, deputadas estaduais edistritais, prefeitas e vereadoras revezaram-se no relato e reflexão sobre suas experiências no poder legislativo, pesquisadoras refletiram teoricamente sobre o tema e militantes feministas relataram suas ações para viabilizar o acesso das mulheres aos espaços de poder. As mesas contaram, também, com a participação de representantes de dois organismos internacionais. Em exposição sobre o trabalho doUNIFEM, Branca Moreira Alves, falou dos esforços desenvolvidos pelo Fundo, em apoio ao fortalecimento das “redes temáticas” nas áreas de violência, direitos humanos e mulheres na política, contribuindo para que os movimentos de mulheres e femi-

O CFEMEA é uma organização da sociedade civil, não-governamental, feminista, de caráter público e sem fins lucrativos. Tem sede em Brasília e é dirigido porum colegiado de mulheres. Foi criada em julho de 1989, com o objetivo de lutar pela plena cidadania das mulheres, por relações de gênero eqüitativas e solidárias, e por uma Sociedade e um Estado, justos e democráticos. (www.cfemea.org.br) 3 Em maio de 2001, a Bancada Feminina do Congresso Nacional era composta por 5 Senadoras (PT - 3, PFL - 1 e PMDB - 1) e 35 Deputadas Federais (PMDB – 8, PSDB –...
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