Movimento sem terra

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FACULDADE METROPOLITANA DE MARINGÁ –UNIFAMMA
CURSO DE SERVIÇO SOCIAL

ANTROPOLOGIA SOCIAL

MARINGÁ, 2012

FACULDADE METROPOLITANA DE MARINGÁ –UNIFAMMA
CURSO DE SERVIÇO SOCIAL

MST- Movimento Sem Terra

Trabalho desenvolvido na Matéria de Antropologia social –II Profº.Mariana Galuch e a Alunas: Érica Pelloi, Jaqueline Gomes, Taiane de castro e Tais Barbosa.

MARINGÁ, 2012
INTRODUÇÃOO Brasil é um país onde as desigualdades sociais são muito acentuadas. A origem destas desigualdades está relacionada com a forma de ocupação do território, onde foram priorizados projetos de grandes propriedades, voltadas para a monocultura de exportação.
Neste trabalho faremos uma abordagem sobre a origem do MST, bem como a trajetória do Movimento até os dias atuais. Entre os movimentos deluta pela terra este é o que mais se destaca e tem como principais objetivos: a terra, a reforma agrária e uma sociedade mais justa.
Abordaremos também a forma como o movimento está organizado, suas lutas e suas conquistas, nos vinte e cinco anos de existência. Outro fator importante são as formas de produção nos assentamentos, onde há associações, cooperativas e agroindústrias que geram renda esão o modo de sobrevivência dos assentados.

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
O que é MST- O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, mais conhecido como Movimento dos Sem Terra, sigla MST, é um movimento de massa que luta, basicamente, por terra, pela reforma agrária e por mudanças na sociedade.
Há 26 anos, em Cascavel (PR), centenas de trabalhadores rurais decidiram fundar um movimento socialcamponês, autônomo, que lutasse pela terra, pela Reforma Agrária e pelas transformações sociais necessárias para o nosso país. Eram posseiros, atingidos por barragens, migrantes, meeiros, parceiros, pequenos agricultores... Trabalhadores rurais sem terras, que estavam desprovidos do seu direito de produzir alimentos. Expulsos por um projeto autoritário para o campo brasileiro, capitaneado peladitadura militar, que então cerceava direitos e liberdades de toda a sociedade. Um projeto que anunciava a “modernização” do campo quando, na verdade, estimulava o uso massivo de agrotóxicos e a mecanização, baseados em fartos (e exclusivos ao latifúndio) créditos rurais; ao mesmo tempo em que ampliavam o controle da agricultura nas mãos de grandes conglomerados agroindustriais. A sua origemencontra-se nas lutas isoladas pela terra no sul do Brasil, destacando-se as ocupações das Fazendas Macalli e Brilhante, em 1979, no Rio Grande do Sul; da Fazenda Burro-Branco, em Santa Catarina e da Fazenda Primavera, em Andradina, São Paulo, ambas em 1980. Também no Rio Grande do Sul, em 1981, 700 famílias acamparam em Encruzilhada Natalina, município de Ronda Alta.
Mas seria injusto dizer que começamosali. A semente para o surgimento do MST talvez já estivesse lançada quando os primeiro indígenas levantaram-se contra a mercantilização e apropriação pelos invasores portugueses do que era comum e coletivo: a terra, bem da natureza. Como imaginar o Movimento Sem Terra hoje, sem o exemplo de Sepé Tiarajú e da comunidade Guarani em defesa de sua terra sem Males. Ou da resistência coletiva dosquilombos ou de Canudos? Da indignação organizada de Contestado? Como imaginar nosso movimento sem o aprendizado e a experiência das Ligas Camponesas ou do Movimento de Agricultores Sem Terra - Master. Por tudo isso, nos sentimos herdeiros e continuadores de suas lutas.
E somos também parte das lutas que nos forjaram no nosso nascimento. Do sindicalismo combativo, da liberdade política e das Diretas-Jáem 1984, quando já em nosso primeiro Congresso afirmávamos que “Sem Reforma Agrária não há democracia”. E com este ímpeto, nos empenhamos também na construção da nova constituinte, aprovada em 1988, quando conquistamos, entre outras vitórias, os artigos 184 e 186, que garantem a desapropriação de terras que não cumpram sua função social.
Os lemas dos Congressos Nacionais do MST - realizados...
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