Monica de castro

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GRETA _ (maio/2005, 400 páginas)


Sinopse:


Um momento de distração da babá, um acidente, uma criança morre. Os pais, inconformados, expulsam a babá. Os fatos se espalham, e ela, esmagada pela culpa, não consegue mais emprego.
Então a babá amorosa se transforma em GRETA, uma mulher sensual que tenta sobreviver como pode.
A mãe do menino não consegue lidar com a dor daperda; afunda na depressão afastando-se do marido, que procura conforto fora do lar.
Por que uma criança saudável, alegre, morre de repente? Como vencer a dor da perda e continuar vivendo? O que fazer quando a motivação vai embora e tudo parece perdido?
Só a sabedoria da Vida tem todas essas respostas. Apesar das dificuldades das pessoas envolvidas pelo materialismo do mundo, ela vaiconduzindo os fatos, arrancando os véus do desconhecido, revelando o que acontece depois da morte.
Quem parecia morto continua vivo em outra dimensão. O “Nunca mais” é abolido. O que parecia injusto tem uma razão justa.
O que parecia ruim, diante das circunstâncias, foi o melhor que poderia ter acontecido. Compreendendo a perfeição e a beleza da Vida, a motivação volta e fica maisfácil conquistar a paz.







CAPITULO 1




A madrugada corria alta quando Felícia despertou sentindo as gotas do suor frio que desciam pelo seu rosto. Olhou ao redor apreensiva, como que temendo alguma visão aterradora, e virou o rosto para o outro lado. O marido continuava adormecido, dando mostras de nada haver percebido sobre a agitação da esposa.
Com profundo suspiro,Felícia se levantou. Tivera um pesadelo medonho, algo sobre uma criança despencando num poço.
Uma estranha sensação a sufocava, como se algo ou alguém a estivesse alertando de que o filho corria perigo. Assustada, correu ao seu quarto e abriu a porta. O menino dormia um sono profundo e tranqüilo, e ela se aproximou. Sentou-se a seu lado na cama de meia grade e permaneceu estudando o seu rosto.Tiago era um menino muito bonito, com seus cabelos castanho-claros e seus olhinhos negros. Pousou-lhe um beijo suave na testa e se levantou para sair. Da porta, ainda deu uma última olhada para sua caminha, certificando-se de que ele estava bem.
Apesar do estranho pressentimento de há pouco, Felícia encostou a porta do quarto do filho e voltou para a cama, tentando se convencer deque tudo não passara de um sonho idiota. Olhou para o relógio na mesinha: faltavam quinze minutos para as quatro, em breve, teria que se levantar e começar a trabalhar. Era o dia do quinto aniversário de Tiago, e ela iria lhe preparar uma bonita festa. Pensando na alegria do filho ao ver a festa, acabou adormecendo novamente, já esquecida do misterioso sonho.
Na manhã de sábado, Arturacordou assim que Felícia colocou os pés para fora da cama e cumprimentou-a com jovialidade:
— Bom dia, querida. Dormiu bem?
— Muito bem — respondeu ela, beijando-o de leve nos lábios. — E você?
— Hum, hum...
— Preciso me apressar. Ainda há muito que fazer. Tenho que telefonar para a moça do bolo, ver se os salgadinhos e o cachorro-quente já estão prontos... Ah! Etambém preciso enrolar os docinhos, encher as bolas...
Artur deu um sorriso maroto e puxou-a com ternura, dando-lhe um beijo suave na bochecha.
— Você é terrível, Felícia. Não deixa escapar nenhum detalhe.
— É claro que não.
Ouviram passos apressados no corredor, e a porta se abriu rapidamente. Tiago entrou lindo em sua jardineirinha azul, seguido da babá, que vinha sedesculpando:
— Desculpe-me, dona Felícia, mas Tiago é impossível. Antes que pudesse segurá-lo, saiu correndo e abriu a porta.
— Não se preocupe, Lurdinha — tranqüilizou Felícia, segurando o menino no colo. — E você, hein, meu rapazinho? Parabéns!
Felícia abraçou o menino e beijou-o várias vezes, e Tiago deixou-se ficar, embevecido com os carinhos maternos.
— Muitas felicidades, meu...
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