Moeda de credito

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MOEDA CRÉDITO:
UMA CONDIÇÃO QUE PERMITE
A CRISE INFLACIONÁRIA *
Alain Lipietz**
Sumário
Um e x ame sobre a n o ç ão de mo e da c r é d i to pura sob a ó t i ca da t e o r ia ma rxi s-
' ta da f o r m a do valor. S ão indi c adas as c o n d i ç õ es necessárias d e n t ro da t e o r ia ma rxi sta pa ra que q u a l q u er i n s t r u m e n to sirva na qualidade de m o ed a, e investiga-se o des e n v o l v ime n to do f e t i chi smo do valor, s endo e s te p e r c e b i do c o mo a base da transi-
ç ão de m o e da me r c a d o r ia pa ra mo e da c r édi to. Os pré-requisitos t eór i cos e a gênese
hi s tór i ca da m o e da c r é d i to são e n t ão delineados c om o obj e t ivo de e n t e n d er p or q u e,
d e n t ro do c o n t e x tode m o e da c r é d i t o, a crise p o de assumir a forma inf l a c ioná r i a.
Na Ut e r a tura c o r r e n t e, a p r e s e n te crise é f r e q ü e n t eme n te cons ide r ada c o mo
s e n do a c o n s e q ü ê n c ia de erros mo n e t á r i o s, p a r t i c u l a rme n te c om referência ao conc e i to de d i s p o n i b i h d a de de " c r é d i to f á c i l ". A expl i ca ç ão mais s impl i s ta desse ripo é
aque la que se vincula ao déficit de longo p r a zo do o r ç a m e n to dos E s t a d os Un i d o s.
Diz-se q ue a c o r r e n te lógica vai de um excesso da criação da m o e da à inf l a ç ão, à impossibilidade de cálculos e c o n ômi c os de mé d io p r a z o, à crise nos setores indus t r i a i s.
Os pe squi s ador es ma rxi s t as di scordam r adi c a lmente de t al a r g u m e n t o, c o l o c a n do as
coisas em o r d em inversa. A crise seria cons eqüênc ia da impos s ibi l idade de m a n t er o
regime de a c umu l a ç ão e x i s t e n t e, que é baseado em um m o do pa r t i cul ar de ext r a ir a
mais-valia. D u r a n te os ú l t imos anos, mu i t os livros publ i c ados na F r a n ç a, aproximan-• T r a d u ç ã o de B é ky M o r ón de M a c a d ar e M a r c e lo R a m os O l i v e i r a. R e v i s ão de L u iz A u g u s to
E s t r e la F a r i a . A r t i go o r i g i n a l: L I P I E T Z, A l a in ( 1 9 8 2 ). C r e d it m o n e y: a c o n d i t i on p e r m i t t i ng
i n f l a t i o n a ry c r i s i s, T he r e v i ew of R a d i c al P o l i t i c alE c o n om i c s, N e w Y o r k, U n i on f or R a d i c al P o l i t i c al E c o n o m i c s,
1 4( 2 ) : 4 9 - 5 7 , S u m m e r,
** P e s q u i s a d or d o C E P R E M A P, P a r i s. O p r e s e n te a r t i go e l a b o ra a l g u m as i d é i as do R e l a t ó r io ( B e n a s sy et a l i i, 1 9 7 7) d o C e n t re d ' E t ud es P r o s p e c t i v es d ' E c on o m i e M a t h e m a t i q ue A p p l i q u é e à Ia P l a n i f i c a t i on ( C E P R E M A P) e de
L i p i e tz ( 1 9 7 9 a ). N o s sa p e s q u i sa f az p a r te de u ma g r a n de c o r r e n te da l i t e r a t u ra m a r x i s ta f r a nc e sa r e c e n te ( A g l i e t t t a, 1 9 7 9 ; B o y er 8 M i s t r a l, 1 9 7 8 ; C o r i a t, 1 9 7 9 ; G r a n o u, B i l l a u d o t 8 B ar o n, 1 9 7 9 ). No q ue r e s p e i ta e s p e c i f i c a m e n te ao t ó p i co da m o e d a , v e ja B r u n h o ff ( 1 9 7 1) e
G r o u ( 1 9 7 7 ) .
M u i t os p o l í t i c os e e c o n o m i s t a s de d i r e i ta n a F r a n ç a s i m p l e s m e n te e x p l i c am a c r i se p or um
a r r o c ho d os l u c r os c a u s a d osp or u ma e x c e s s i va e l e v a ç ão do s a l á r io r e a l. T al a r g u m e n to i g n ora o f a to de q ue um c r e s c i m e n to c o n s t a n te d os s a l á r i os r e a is d u r a n t e as d é c a d as de 50 e 60
p r o v eu o c o n s u mo de m a s sa q ue e ra p r é - r e q u i s i to do c r e s c i m e n to da p r o d u t i v i d a de c a r a c...
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