Modernidade e escultura no rio grande do sul

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MODERNIDADE E ESCULTURA NO RIO GRANDE DO SUL
A PARTIR DA METADE DO SÉCULO XX.

Heleuza Carrilho Tuka de Almeida *

RESUMO

O presente artigo tem em vista, analisar a modernidade e as mudanças ocorridas no Rio Grande do Sul nos seus aspectos mais significativos, dando uma atenção especial à obra deVasco Prado, Francisco Stockinger e Carlos Tenius, possibilitando assim o conhecimento das idéias que circularam no período, compreendido entre 1950 e 1970 no Estado, quando ocorreram mudanças significativas no setor das artes visuais.

PALAVRAS - CHAVE: Artes visuais. Escultura contemporânea. Mudanças significativas

ABSTRACT

This article aims to analyze the modernistic changes undergone inRio Grande do Sul state in its most significant aspects, paying special attention to the works of Vasco Prado, Francisco Stockinger and Carlos Tenius, thus making it possible the knowledge of the ideas that circulated in the period between 1950 and 1970 in the State, when significant changes happened in the visual arts sector.

KEYWORDS: Visual Arts, Contemporary Sculputure, SignificantChanges.

INTRODUÇÃO
Primeiramente é necessário observar, que para se realizar a análise sobre escultura e modernidade no Rio Grande do Sul é importante que se retroceda até a década de 1920, afim de verificar como emergiu o movimento Modernista no Brasil. Um breve registro cabe ao desenvolvimento da arte moderna em São Paulo e no Rio de Janeiro.
São Paulo foi nos anos 20, palco onde sedesenvolveu o movimento modernista brasileiro que a partir daí, irradiou-se para todas as regiões do Brasil. A cidade era considerada ainda provinciana em relação à fonte que era Paris, cidade cobiçada por todos, pois, era um centro cultural e artístico cosmopolita buscado pelos artistas de quase todo o mundo ocidental. Foi no Rio de Janeiro, capital do país na época, principal centro urbano e pólodifusor da cultura para todo o Brasil, que, segundo Meira (2001.p.62) a “arte brasileira encontrou um terreno fértil para desenvolver suas potencialidades e pesquisar novos padrões estéticos”. Essa capital era também cenário de novas experiências visuais, o centro artístico da nação, e concentrava várias instituições entre as quais a Academia Brasileira de Letras enfatiza Kern ( 1983.p.176)“ a Escola Nacional de Belas Artes (antiga Academia Imperial) por onde passava um grande número de artistas, absorvendo uma série de cânones buscados ou herdados da arte acadêmica européia.”
Porém, paralelamente à arte mais tradicional, alguns artistas desenvolveram novas pesquisas. Pela escola transitavam inúmeros artistas que buscavam conhecimento e contato com a arte de modo que ela se tornoumuito importante na formação artística brasileira.
As duas cidades passaram a ser procuradas pelos modernistas. São Paulo crescia rapidamente e tornou-se um centro urbano extremamente importante para as artes e o Rio de Janeiro era assediada porque lá era realizado anualmente, na Escola Nacional de Artes, o salão nacional que oferecia aos participantes prêmios de viagens ao exterior. Amaral(1979.p. 126) comenta que :
Assim foi que unidos por um ideal de renovação destrutiva, jogando por terra velhos cânones obsoletos, um punhado de jovens intelectuais, poetas, jornalistas e artistas de São Paulo e do Rio desencadearam uma batalha de manifestação em meados de fevereiro de 1922.

Essa manifestação ficou conhecida como a Semana de Arte Moderna que foiconsiderada extremamente importante porque foi uma reação contra o academismo, possuindo uma tendência vanguardista que buscava romper com os padrões rígidos em favor de uma criação mais livre.
Os componentes eram jovens artistas de inclinações múltiplas, cuja importância maior era participar do movimento procurando equiparar-se aos países do chamado Primeiro Mundo, renovando os temas,...
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