Metanoia

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2 A AMBIVALÊNCIA DA MULHER NA MEIA-IDADE


Várias são as áreas da Psicologia do Desenvolvimento que tem estudado uma determinada fase da vida humana, temos a psicologia da infância, adolescência, da idade adulta, da meia-idade e da velhice. As contribuições da Psicologia Analítica são de suma importância e conhecimento na fase da meia-idade.
Entre os quarenta e cinco a sessenta anos oindivíduo ainda não é velho, mas também não esta na fase adulta, este período pode provocar várias crises intensas, tanto quanto na fase da adolescência, neste período da vida muitos são os fatores que contribuem para que os indivíduos sintam-se deslocados perante a sociedade, principalmente as mulheres, nesta etapa da vida têm o inicio das perdas físicas, cognitivas, o que faz emergir novas emoçõese sentimentos com os quais o indivíduo terá de enfrentar.
Segundo FISKE (1981) quanto mais temos conhecimentos de nossas ambigüidades interior e do meio externo há que estamos inseridos, mais aprenderemos a ser francos conosco e com os outros em relação a nossas sensações e sentimentos.
“A ambivalência do arquétipo, que é tão clara no caráter elementar do Feminino, contínua presente no caráterde transformação. Ela só retrocede no nível a que damos o nome de transformação espiritual, o novo fator em que encontramos uma síntese na qual será resolvido o princípio original dos opostos”. (NEUMANN, 2006, p. 54).


2.1 Teoria da Individuação


“O indivíduo é a realidade única. Não é apenas o lado da “sombra” de nossas personalidades que dissimulamos, desprezamos e reprimimos. Podemosfazer o mesmo com nossas qualidades positivas”. (Jung, 1964).
No conceito jungueano a psique é uma série de sistemas atuando entre si em incessantes correntes de energia e divide-se em três níveis: a consciência, o inconsciente pessoal e o inconsciente coletivo.
O conceito jungueano de individuação tem sido muitas vezes deturpado. Entretanto é claro e simples sua essência: tendênciainstintiva a realizar plenamente potencialidades inatas. Mas, de fato, a psique humana é tão complexa, são tão variáveis as intervenções do ego consciente, tantas as vicissitudes que podem ocorrer, que o processo de totalização da personalidade não poderia jamais ser um caminho reto e curto de chão bem batido. Ao contrário, será um percurso longo e difícil. (SILVEIRA,1981, p. 88).

As mudanças de desenvolvimento da personalidade para Jung (1964), ocorrem através do desencadeamento da dinâmica interior da psique, que pode ser compreendida através dos sonhos e imagens mentais do indivíduo, essa dinâmica que é influenciada pelo Self denominou-se de individuação, e o objetivo de toda personalidade é chegar ao autoconhecimento que é conhecer o próprioSelf.
Como o alimento e os exercícios são essenciais ao desenvolvimento do corpo, as experiências da vida e a educação são de fundamental importância para a individuação da personalidade, assim o processo de individuação é um sistema autônomo e inato do ser humano, a personalidade está destinada a se individuar assim como o corpo físico a envelhecer.
O processo de individuação é descrito emimagens nos contos de fada, mitos, no opus alquímico, nos sonhos, nas diferentes produções do inconsciente. Sobretudo através dos sonhos será possível acompanhá-lo ao vivo nos progressos, interrupções, regressões e interferências várias que perturbem seu desenvolvimento. Seguindo-o em numerosíssimos casos, Jung verificou a constante emergência de imagens análogas ousemelhantes que se sucediam, traçando, por assim dizer, o itinerário do caminho percorrido. Baseado nessas observações, Jung descreveu as principais etapas do processo de individuação. (SILVEIRA, 1981, p. 89).

Os arquétipos são universais, não são observáveis em si, podemos percebê-los através das imagens, na literatura universal, nos símbolos, nos mitos e nas diversas culturas....
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