Matriz lusa - o povo brasileiro

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  • Publicado : 8 de março de 2013
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RESENHA DO CAPÍTULO 2 (MATRIZ LUSA)
LIVRO: O POVO BRASILEIRO
O segundo capítulo vem tratando da gestação étnica, enfatizando cunhadismo que foi a instituição social que possibilitou a formação do povo brasileiro, uma forma dos índios de incorporarem estranhos a sua comunidade dando lhe uma moça índia como esposa, surgindo assim uma camada de gente mestiça que ocupou o Brasil, formando assimvários núcleos. Os franceses também fundaram seus criatórios com base no cunhadismo, por muito tempo não se soube se o Brasil seria Francês ou Português. A coroa portuguesa para preservar seus interesses ameaçados pelo cunhadismo generalizado pôs em execução, o regime de donatarias, onde o donatário era investido de poderes feudais pelo rei e entre outros o poder político para fundar vilas, com afunção de povoá-las e fazê-las produzir, elevando a economia colonial. Algumas destas donatarias tiveram êxitos, outras fracassaram devoradas pelos índios. Quando o então primeiro governador chegou ao Brasil em 1549, trouxe funcionários civis e militares, soldados e artesãos, também vieram novos colonos e os primeiros jesuítas. Já que não vieram mulheres solteiras consequentemente, os recém-chegadosacasalaram–se com as índias, produzindo assim mais mamelucos.
A iniciação das misturas de raças, credos e culturas deu-se no começo das grandes navegações, onde Portugal lançou-se nessa aventura pelos mares principalmente por três fatores: a tecnologia de navegação e experiência comercial que possuíam; o caráter centralizado de seu Estado; por estarem agora livres do domíniomouro.
Era assim um império mercantil salvacionista, que buscava riqueza, e partiam como neocruzados cujas ações e a mentalidade eram sustentadas pela igreja, assumindo até o Estado português funções de distribuir cargos sacerdotais com o padroado papal. Assim, os iberos foram ao lado dos britânicos e dos eslavos, as nações germinais do mundo de hoje.
O contato com os mouros e os judeus,influenciou traços inconfundíveis sobre os portugueses, sobre a sua vida econômica, social e política e sobre seu caráter e pode-se atribuir a influência israelita também.
Financiado pelo Estado, pela Ordem de Cristo e pela poderosa burguesia mercantil, o príncipe D.Henrique desenvolve um programa progressivo e sistemático para conhecer o desconhecido, enviam 15 expedições para a costa africana,tentando ultrapassar o cabo bojador, limite do mundo, conhecido pelo europeu.
O infante morre em 1460, mas a aventura marítima em busca de terras, povos a conquistar e riquezas não param. Serra Leoa, Príncipe, São Tomé, São Jorge, em 1488, o Cabo da Boa Esperança, desvenda-se o mar Índico. Os portugueses estabelecem feitorias, escravizam negros e criam empresas produtoras de gêneros tropicais.
As nause caravelas despejaram o mundo em Portugal, não só do ponto de vista da fisionomia humana, da geologia, mas da biologia, da botânica, da zoologia, em Portugal desembarcaram vários animais estranhos, povos estranhos, línguas estranhas e isso veio a se somar a toda aquela amalgama cultural e humana que já fazia parte da fisionomia da Península. Portanto, quando Portugal embarca, o que embarca é umpovo mestiço.
A escravidão indígena predominou ao longo de todo o primeiro século. Só no século XVII a escravidão negra viria a substitui–lá, para os colonos o índio era o trabalhador ideal para transportar cargas, no entanto preferiam a escravatura negra para a produção mercantil de exportação. O numero de índios diminuiu consideravelmente dizimados através de extermínios, pela sua utilizaçãocomo mão-de-obra e das epidemias e contaminações trazidas pelo homem branco. Além do genocídio, também houve o etnocídio, desmoralizados pela catequese, pela pressão dos fazendeiros que tomaram suas terras e na tentativa de ter um papel no mundo do homem branco. Os Negros que foram trazidos para o Brasil, principalmente da costa ocidental da África, capturados em meio a centenas de povos...
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