Maquiavel e aristoteles

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MAQUIAVEL
Maquiavel nasceu em Florença, na Itália, no ano de 1469. Seu pai era advogado e membro de uma proeminente família italiana. Segundo o historiador Garin, a família de Maquiavel não era aristocrática nem rica. Seu pai, advogado como um típico renascentista era um estudioso das humanidades, tendo se empenhado em transmitir uma aprimorada educação clássica para seu filho. Maquiavel com 12anos, já escrevia no melhor estilo e, em latim.
São escassas as informações sobre Maquiavel até ele entrar no serviço da República de Florença, após a queda do governo clerical de Savonorola.
“Maquiavélico e maquiavelismo” são adjetivo e substantivo que estão tanto no discurso erudito, no debate político, quanto na fala do dia-a-dia. Seu uso extrapola o mundo da política e habita sem nenhumacerimônia o universo das relações privadas. Em qualquer de suas acepções, porém, o maquiavelismo está associado a ideia de perfídia, a um procedimento astucioso, velhaco, traiçoeiro. Estas expressões pejorativas sobreviveram de certa forma incólumes no tempo e no espaço, apenas alastrando-se da luta política para as desavenças do cotidiano.

O Legado de Maquiavel

Maquiavel foi muito criticadopelas ideias que ele defendeu em “O Príncipe”. Contudo, é importante ressaltar que ele preferia uma república à ditadura. Tinha uma preocupação com a fraqueza militar e política da Itália, e desejava ver um governante forte que unificasse o país e expulsasse os invasores estrangeiros que estavam devastando a Itália. Por um lado, Maquiavel era defensor de táticas severas e cínicas, por outro, eleera um patriota idealista.
Poucos filósofos políticos foram tão condenados quanto Maquiavel. Seu nome virou sinônimo, inclusive na língua portuguesa, de duplicidade e manipulação: “maquiavélico”. As ideias de Nicolau Maquiavel podem não ter sido morais, mas foram certamente influentes.
O próprio Maquiavel declarou que elas não eram originais: seus conselhos já haviam sido adotados na prática pordiversos governantes bem-sucedidos. “O Príncipe” tornou-se notório após ter sido lido por diversos vilões da história.
Benito Mussolini, o líder fascista italiano durante a Segunda Guerra Mundial, um homem que trouxe muita destruição para seu país, elogiou publicamente o livro. Dizem que Napoleão Bonaparte dormia com um exemplar do livro sob seu travesseiro. No entanto, deve-se lembrar queMaquiavel apenas apresentou, e não criou a realidade amoral da política.
Maquiavel acreditava na capacidade humana de determinar seu próprio destino. Para ele, os fins justificavam os meios: um governante deveria fazer qualquer coisa para atingir seus objetivos. Ao escrever “O Príncipe”, Maquiavel desejava guiar os governantes, alertando-os sobre as armadilhas da selva política. Seu livro é um manual deauto-preservação para líderes mundiais.
Independente de admiradores e críticos, não se pode negar a influência de Maquiavel. Seu trabalho e suas ideias continuam sendo amplamente lidas e discutidas e ele é considerado um dos principais filósofos políticos de todos os tempos.
Se a teoria política moderna é discutida hoje com tamanho realismo, grande parte disso deve-se ao autor de “O Príncipe”.Concepção de homem em Maquiavel
Racionalidade instrumental: busca o êxito, sem se importar com valores éticos
Cálculo de custo/benefício: teme o castigo.
Natureza humana

Homem possui capacidades: força, astúcia e coragem.
Homem é vil, mas é capaz de atos de virtude
Mas não se trata da virtude cristã
Não incorpora a ideia da sociabilidade natural dos antigos
O homem não muda: nãoincorpora o dogma do pecado original: natureza decaída que pode se regenerar pela salvação divina.

Concepção da História em Maquiavel

• Perspectiva cíclica, pessimista, de inspiração platônica;
• Tudo se degenera, se sucede e se repete fatalmente;
• Todo princípio corrompe-se e degenera-se;
• Isto só pode ser corrigido por acidente externo (fortuna) ou por sabedoria intrínseca;
• Não...
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