Maias

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  • Publicado : 8 de abril de 2013
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Capítulo I e II - Descrição do restauro do Ramalhete; História de Afonso da Maia ; A Educação de Pedro da Maia, a paixão e o suicídio. (analepse)
Capítulo III e IV - Educação de Carlos da Maia e de Eusebiozinho (fim da analepse); Projectos de Carlos da Maia, médico, em Lisboa.
 Capítulo V e VI - Os projectos de Carlos e Ega entram em crise; Jantar no Hotel Central (temas discutidos: literaturae crítica literária, as finanças, a história da política), vida social e A Deusa.
OS PERSONAGENS
Afonso da Maia :O patriarca da família Maia, pai de Pedro e avô de Carlos, é um velho racionalista, que na juventude foi um jacobino, cujo furor consistia em ler Rousseau e a "Enciclopédia". Optou pelo exílio voluntário com sua família, na Inglaterra e na Itália, voltando para Portugal com Pedro jácrescido. É um homem rígido, de idéias firmes, muito liberal em suas convicções políticas mas extremamente conservador quanto aos valores familiares.Por trás de seu aspecto rijo e austero, revelava-se terno e generoso: "era dos que não pisam um formigueiro e se compadecem da sede de uma planta".
Pedro da Maia: Desenvolvera-se lentamente, sem curiosidades, indiferente a brinquedos, a animais, aflores, a livros. Nenhum desejo forte parecera jamais vibrar naquela alma meio adormecida e passiva. Era em tudo um fraco. Filho único de Afonso da Maia, Pedro é um belo rapaz, com seus olhos que parecem sempre prontos a umedecer. Criado num ambiente lúgubre, às voltas com a mãe, uma fervorosa beata, e educado por padre Vasques, que tratou de imbuir no seu espírito o temor a todas as coisas materiaise espirituais, tornou-se um rapaz pequenino e nervoso, com pouco da raça e da força dos Maias. Taciturno e melancólico, cultiva aos poucos um temperamento romântico: não o romantismo impetuoso e viril que veremos mais tarde em Carlos,mas passional e mórbido - próprio dos românticos da época. Vai se apaixonar por Maria Monforte, e este sentimento violento o levará, mais tarde, ao suicídio.
MariaMonfort : Seus olhos maravilhosos iluminavam-na toda; e com o seu perfil grave de estátua, o modelado nobre dos ombros e dos braços que o xale cingia - pareceu a Pedro nesse instante alguma coisa de imortal e superior à Terra. A grande paixão de Pedro da Maia, é uma menina impulsiva, romântica, que gosta de ler novelas e pretende transformar a sua vida em uma. Filha de Manuel Monforte, um homemmal-visto, Maria vê em Pedro não só um homem que possa lhe trazer o romance necessário em sua vida, mas também uma vida social alegre, chique e agitada - afinal, ele pertencia a uma família conceituada. Dá ao filho o nome - Carlos Eduardo - de um príncipe, personagem que enfrenta aventuras e desgraças, amores e façanhas, tão a seu gosto. De temperamento esfuziante, contagia a todos ao seu redor. É,porém, uma alegria coquete e superficial. Pelo próprio gênio impulsivo e rasteiro, está sempre à procura de novidades, de novas emoções, nada a contenta ou a satisfaz em longo prazo. A partir desse temperamento inquieto e volúvel, é fácil prever que ela não se acomodará à vida de casada e não será fiel a Pedro durante muito tempo. De fato, ao conhecer o italiano Tancredo, apaixona-se por ele efoge de casa levando consigo a filha Maria Eduarda, deixando o primogênito com Pedro. Vinte e cinco anos depois, ela volta para um acerto final de contas.
Manuel Monforte : Pai de Maria Monforte, é um homem de passado nebuloso, pois, comenta-se, ele matou um homem a facadas em uma briga e fugiu a bordo de um brigue americano. Manuel, porém, ao contrário da imagem truculenta que se faz a seurespeito, mostra-se sempre um homem calmo, quase bovino, que pouco aparece em público. Tem uma grande paixão pela filha, que funciona como que uma "vitrine" para ele, e faz gosto em seu casamento com Pedro, ciente de que ele pode abrir as portas da conservadora sociedade local.
Tancredo : Homem com quem Maria Monforte foge, levando a filha Maria Eduarda. Napolitano, muito belo e formoso, entra na vida...
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