Karl polanyi

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  • Publicado : 24 de abril de 2012
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Polanyi, Karl “A grande Transformação: as origens de nossa época”
Página 62: O autor introduz o conceito de economia de mercado como sendo “ uma economia dirigida pelos preços do mercado e nada além dos preços do mercado”, em seguida afirma que anteriormente a nossa época não existiu nenhuma economia que fosse controlada pelo mercado.
Página 62-63: Sobre Adam Smith e seu homem econômico “Emretrospecto, pode-se dizer que nenhuma leitura errada do passado foi tão profética do futuro” , segundo o autor a ideia de “selvagem barganhador” de Smith e seu subsequentes é uma falácia, pois em nenhuma cultura anterior a nossa existiu realmente uma economia construída em torno apenas do mercado.
Página 63-64: As ideias de que a psicologia do homem sempre foi capitalista (ou comunista) não podemser consideradas verdadeiras pois foram conclusões tiradas de estudos das eras recentes, onde esses pensamentos são comuns, e ignorando as eras primitivas. Os economistas clássicos então abandonaram o interesse no homem primitivo, dado o fato de sua psicologia ser diferente da nossa, e consideraram seu estudo irrelevante para o mundo atual.
Páginas 64-65: segundo o autor “ As diferenças queexistem entre povos civilizados e não civilizados foram demasiado exageradas” pois do ponto de vista material e produtivo na Europa medieval não houveram grandes avanços e o modo de viver continuou o mesmo por vários séculos, enquanto que houveram avanços intelectuais, espirituais e políticos. O historiador econômico Max Weber foi o primeiro a contestar a visão de irrelevante que se tinha do homemprimitivo e foi comprovado pelos estudos recentes sobre as culturas primitivas que chegaram a conclusão de que “ as precondições necessárias para a sobrevivência da sociedade humana parecem ser as mesmas, sem mutações”.
Páginas 65-66: A mais importante descoberta recente é a de que as escolhas individuais do homem estão sujeitas a seus interesses sociais de forma que “o sistema econômico serádirigido por motivações não-econômicas” , isso é observável numa sociedade tribal onde a comunidade vela para que nenhum de seus membros passe fome e onde é altamente importante a manutenção dos laços sociais, pois o indivíduo afastado da comunidade é na realidade um marginal.
Páginas 66-68: Outro exemplo é a dos ilhéus de Trobriand da Melanésia Ocidental onde a ordem na produção e distribuição égarantida pelos princípios de reciprocidade e redistribuição, de forma que toda a economia se baseia no cumprimento, ou no não cumprimento, desses princípios.
Páginas 68-69: As necessidades de reciprocidade e redistribuição acabam por ajustar os padrões de comportamento e institucionais, de forma que não é preciso temer qualquer evasão do esforço individual e nem interferir na motivação pessoal. Nãoaparecendo a propensão a troca o sistema econômico, nessas comunidades, fica sujeito como mera função da organização social.
Página 69-70: Estas economias, porém, não são simples e apresentam uma das mais completas escalas de redistribuição comercial já vistas, onde a produção e o comércio existem e são totalmente funcionais de acordo com o princípio da reciprocidade.
Páginas 70-71: Aredistribuição também é observada em vária culturas, entre as mais famosas estão a babilônia e o Egito, onde todos os produtores enviavam sua produção pra os armazéns que redistribuíam para a sociedade.
Páginas 71-72: Nessas sociedades havia sim os conceitos de dinheiro, impostos e salários, mas dependiam do pagamento em espécie devido a necessidade de redistribuir a produção para as classes não-produtivas eociosas. Esse sistema complexo também é observado na China antiga e no império Inca e em civilizações africanas. Como esse principio de redistribuição também é observado na Europa feudal pode-se dizer que o feudalismo foi um sistema de redistribuição, porém devido as circunstâncias excepcionais adquiriu um caráter político devido a necessidade de proteção que os camponeses tinham de seu...
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