Juventude ativa

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RELATO DE EXPERIÊNCIA: UM DIÁLOGO ABERTO COM JOVENS SOBRE JUVENTUDE, SEXUALIDADE, CORPO E GÊNERO.

Liliam Almeida dos Santos¹


Resumo:

Este artigo apresenta uma experiência de participação da estudante extencionista no trato com os jovens no projeto proposto pelo JUBRA JOVEM - Projeto de Extensão da PUC Minas para apresentação de um produto ao IV Seminário JUBRA. O percurso formativocontou com aproximadamente 15 jovens. O ponto norteador do trabalho era buscar estimular a participação social de qualidade dos jovens inseridos no projeto e que sua participação rendesse frutos, e desta forma aumentar o protagonismo juvenil, por meio de discussões, que aproximem teoria e realidade, sobre a juventude brasileira. O grupo em foco teve como escolha para o direcionamento das atividades atemática: “Juventude, sexualidade, corpo e gênero”. A partir dos encontros, este grupo não só problematizou a relação entre a sexualidade e a juventude, como também partilhou suas experiências mediante contribuições da psicologia social, saber popular e cultural. O artigo discute o encontro do estudante extencionista e sua percepção com relação aos jovens do projeto e a necessidade do dialogomais franco e próximo da realidade.

Palavras-chaves: Educador Social; Sexualidade; Juventude.

1. INTRODUÇÃO

Este artigo tem como objetivo apresentar a experiência do estudante extencionista membro de um dos grupos do Jubra Jovem em Betim, pretende-se apresentar a percepção do estudante diante dos relatos expostos pelos jovens do projeto, no decorrer do trabalho. Relatar a experiênciacompartilhada acontecida em Betim. Como os adolescentes participantes das oficinas traziam exemplos reais para serem discutidos e sempre exemplos que se faziam necessária uma formação especifica para orientar. Surgiu desta necessidade a escrita do artigo, buscando na construção do corpo teórico, a definição do real papel do extencionista dentro das oficinas, para que o mesmo não adquirisse o papelde detentor do conhecimento, como o projeto já definira o extencionista ocuparia o espaço de mediador entre o jovem e a sociedade. Não só do ponto de vista teórico, mas também do ponto de vista prático. Pensou no extencionista com um educador social que está no mundo e sua presença no mundo não é mera coincidência, nem mesmo cópia. Não é possível estar no mundo, como confirma Paulo Freire (2005,p. 58), sem fazer história, sem por ela ser feito, sem fazer cultura, sem musicar, sem pintar, sem aprender, sem ensinar, sem idéias de formação, sem politizar não é possível.




1. Educador social

Compreender que educador social deve se ater a tua própria riqueza enquanto ser histórico, buscamos em Paulo Freire que afirma (2005, p.39):

Ser um educadore ter como elementos fundantes sua presença, sua existência rica em historicidade. Tal riqueza que o faz ideológico enquanto homem transformador, "criador, realizador de sonhos, capaz de ter raiva, capaz de amar" Esta riqueza, enquanto prática, vivencia, marca a identidade do mesmo, bem como a sua autonomia na atuação de um projeto. (FREIRE, 2005, p.39)




O ato de se perceber enquantosujeito histórico, torna o ser capaz de pensar o concreto, em ação crítica, sendo criativo na ação, pensando e preparando o seu ato de educar. Desta forma pode-se ir à busca da importância de se construir o diálogo no espaço da oficina. Assim, busca-se em Paulo Freire a orientação de como construir um diálogo honesto com os jovens do grupo.




O diálogo é uma exigênciaexistencial. E, se ele é o encontro em que se solidarizam o refletir e o agir de seus sujeitos endereçados ao mundo a ser transformado e humanizado, não pode reduzir-se a um ato de depositar idéias de um sujeito no outro, nem tão pouco tornar-se simples trocas de ideias a serem consumidas pelos permutastes. (FREIRE, 1987 p. 79).


O dialogo criado no grupo, sem nenhum deposito de saber...
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