Impactos do trabalho precoce no desenvolvimento das crianças

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Objetivo da pesquisa:

O propósito deste artigo é apresentar e discutir algumas dentre as possíveis consequências do trabalho produtivo precoce sobre o desenvolvimento da criança, na dinâmica da vida dos adolescentes e no interior das famílias.













































Resumo:

O propósito deste artigo é apresentar e discutir algumas dentre as possíveis consequências dotrabalho produtivo precoce sobre o desenvolvimento da criança, na dinâmica da vida dos adolescentes e no interior das famílias. Os dados empíricos foram buscados em vivências do trabalho por crianças e adolescentes no cotidiano de um município do interior do Rio Grande do Norte, onde há participação significativa desses sujeitos na produção de redes, nas tecelagens. A cultura de
Valorização/dignificação do trabalho, a ineficiência (se não inexistência) de políticas públicas voltadas para essa população e a condição de pobreza a que estão submetidas, dentre outros fatores, têm contribuído para a manutenção da exploração da mão de obra infanto-juvenil, a despeito do ECA e dos esforços para seu combate.





































INTRODUÇÃO

A preocupação com os processos deconstituição/desenvolvimento do sujeito, de alguma forma e desde sempre perpassa as mais diversas correntes que foram se configurando historicamente e hoje se aglutinam no que denominamos Ciência Psicológica. No entanto, se há relativa unanimidade no que se refere ao “objeto de investigação”, o mesmo não pode ser observado quando se constroem os pressupostos que fundamentam esses processos e, coerentemente comeles, os procedimentos mais apropriados para sua compreensão. Exemplo dessa condição é o recorrente debate, na bibliografia especializada, sobre a influência, mais ou menos determinante, do ambiente sobre o desenvolvimento humano. Nesse sentido, as clássicas concepções sobre a natureza humana desenvolvida, por um lado, por Locke (1632-1704) e Hume (1711-1776) e, por outro, por Rousseau(1712-1778), constituem-se, respectivamente, como alicerces das tradições empirista, cuja ênfase recai sobre o papel determinante do ambiente, e inatista, que acentua as características herdadas – a bondade natural, em Rousseau, por exemplo –, principalmente na Psicologia evolutiva, tradições essas cujo poder explicativo e influência no desenvolvimento dessa ciência são inquestionáveis.Duas contribuições principais ao estudo do desenvolvimento são devidas, segundo Coll (1995), à perspectiva etológica. A primeira é o destaque ao conceito de ambiente de adaptação e ajustes necessários da conduta às exigências que esse ambiente apresenta, o segundo, a importância da prática de observação em ambientes nos quais a conduta se produz. Esta última característica estápresente, também, em pesquisas que assumem a perspectiva ecológica. No entanto, ainda segundo o autor acima citado, à observação em ambientes naturais devem ser acrescidas a preocupação com os múltiplos fatores que influenciam o desenvolvimento, a consideração para com as influências mútuas criança-ambiente e, por fim, a crença de que realidades não imediatamente presentes exercem influência sobre ocomportamento da criança.
Quanto à última perspectiva, no interior da qual se procurará desenvolver as reflexões deste estudo, o processo de desenvolvimento consiste na internalização de regras, valores, modos de pensar e de agir ocorrentes nas interações sociais do cotidiano dos sujeitos, nas práticas sociais e discursivas que permeiam as instituições sociais (família, escola, igreja, trabalho...) eos meios de comunicação. Nessas interações, recorre-se aos instrumentos de mediação semiótica disponíveis na sociedade, entre os quais a linguagem ocupa posição privilegiada. Da afirmação acima destacam-se, portanto, o papel das interações sociais, o caráter mediado dessas interações e a posição da linguagem enquanto instrumento principal de intercâmbio com o outro. Em relação ao primeiro...
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