Idade dos metais

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Idade dos Metais
Denomina-se Idade dos Metais o período que seguiu à Idade da Pedra, marcado pelo início da fabricação de ferramentas e armas de metal.
O ser humano começava a dominar, ainda que de maneira rudimentar, a técnica da fundição. A princípio, utilizou como matéria prima o cobre, o estanho e o bronze (uma liga de estanho), metais cuja fusão é mais fácil.
Este período do Neolíticocomeça antes do Quinto milênio a.C. e acabaria em cada lugar com a entrada na História, para boa parte da Europa no Primeiro milênio a.C. É parte da Pré-História na Europa, bem como na maior parte do mundo, exceto na Mesopotâmia, que coincide com o desenvolvimento da escrita e portanto com a História.[2] Quando existem testemunhos escritos indiretos é considerada também Proto-história. De qualquerforma, não existe uma ruptura (exceto arbitrária) no desenvolvimento desta tecnologia metalúrgica entre a Pré-História, a Proto-história e a História.
Nesse período, o crescimento da população se acentuou em algumas regiões do planeta. As pequenas comunidades foram se desenvolvendo. Algumas delas passaram a dominar grandes extensões de terra e outros grupos. Surgiram, assim, as primeiras cidades,principalmente no cruzamento de caminhos naturais. Algumas dariam origem às mais significativas civilizações da história da humanidade.


Índice 
1 Europa, o Oriente Médio e a Ásia
1.1 O cobre
1.2 O bronze
1.3 O ferro
2 África
3 América
4 Referências
5 Ver também
6 Ligações externas

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Europa, o Oriente Médio e a Ásia

Na Eurásia, a Idade dos Metais subdivide-se tradicionalmente em Idade do Cobre, Idade do Bronze e Idade do Ferro, fusionando-se ao final com os tempos históricos sem solução de continuidade.

[editar] O cobre

Ver também: Idade do Cobre
O cobre, com o ouro e a prata, foi um dos primeiros metais usados[3] talvez porque, àsvezes, aparece em forma de pepitas de metal nativo.
O objeto de cobre mais antigo conhecido é um pingente oval procedente de Shanidar (Irã), datado por volta do Décimo milênio a.C. Contudo, esta peça é um caso isolado, pois não foi até 3000 anos mais tarde que as peças de cobre martelado em frio começaram a ser habituais. Em efeito, em vários sítios arqueológicos a partir de 6500 a.C. foramencontradas peças ornamentais e alfinetes de cobre manufaturado a partir da martelagem em frio do metal nativo, tanto nos montes Zagros (Ali Kosh em Irã), quanto no planalto da Anatólia (Çatal Hüyük, Çayönü ou Hacilar, na atual Turquia).
Vários séculos depois for descoberto que o cobre podia ser extraído de diversos minerais (malaquita, calcopirita, etc.), por meio da fusão em fornos especiais, nos quaisse insuflava oxigênio (soprando por longos tubos ou com foles) para superar os 1000 °C de temperatura. O objeto de cobre fundido mais antigo conhecido procede dos montes Zagros, concretamente de Tal-i-Blis (Irã), e é datado cerca de 4100 a.C.; junto a ele foram encontrados fornos de fundição, crisóis e até mesmo moldes.
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Fundição de cobre em murais funerários egípcios.
A técnica defundição do cobre é relativamente simples, contanto que os minerais usados fossem carbonatos de cobre extraídos de alguma jazida metalífera; a chave está em que o forno alcance a temperatura adequada, o qual se conseguia injetando ar soprando ou com foles através de longos bocais. Este sistema é denominado "redução do metal". O mineral triturado era misturado, por exemplo, com malaquita (carbonatode cobre), com carvão de lenha. Com o calor as impurezas vão liberando-se em forma de monóxido e dióxido de carbono, reduzindo o mineral a um cobre relativamente puro; ao atingir 1000 °C, o metal liquefaz-se, depositando-se na zona inferior do forno. Um orifício no fundo do forno permite que o líquido candente fluía para o exterior, onde se recolhe em moldes; parte da escória fica no forno e as...
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