historiografia brasileira

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Historiografia Brasileira

Sumário

Unidade I : Relatos de viajantes no momento da conquista………………………..
03
A História no Brasil --------------------------------------------------------------------------------
05
Introdução ao estudo da história do Brasil ------------------------------------------------------
16

Unidade II – Historiografia Imperial: OInstituto Histórico e Geográfico Brasileiro

20
Historismo e as origens do Instituto Histórico…………………………………………...
21

Atividades --------------------------------------------------------------------------------------------

31
BIBLIOGRAFIA…………………………………………………………………………
32



















































Relatos deviajantes no momento da conquista






















A História no Brasil

1. Introdução

Temos consciência de que este é um trabalho especialmente difícil. Nem se trata de supervalorizar os obstáculos da pesquisa em si, da penosa coleta de dados, aspecto que será abordado logo a seguir. Trata-se da percepção de alguns problemas, de certas características deste livro.Como se admite entre os historiadores, a historiografia é um gênero considerado bastante complexo. Exige do analista conhecimento de: Teoria, de Metodologia e de História. Por outro lado, não será abusivo afirmar que há sempre o risco de este tipo de análise resvalar para o terreno da presunção, mormente se tudo não for feito a partir de parâmetros criteriosos que afastem qualquer possibilidade depedantismo.
Ora, não nos consideramos eruditos nem presunçosos e, por isso mesmo, buscamos nos amparar numa massa de dados que, ao menos, garantisse uma base empírica suficiente para nossas afirmações. Mas não podíamos nos furtar a sustentar todas as interpretações que nos parecessem corretas, nem mesmo aquelas que não facilitassem o convívio com a comunidade de historiadores que temos orgulho deintegrar.
São estas, precisamente, as características que tomam este um trabalho difícil. De um lado, a necessidade de arrolar uma massa de dados, tabelas e gráficos cuja leitura nem sempre é estimulante. De outro, a análise por vezes polêmica, que certamente encontrará críticos e sublinhará o caráter de pro­posta deste livro.
Não poderia ser de outra forma. Deixar de compulsar todos os dadosrelativos à produção, circulação e consumo da História no Brasil nos anos 80, seria trair nossos mais elementares anseios. Por outro lado, não abordar questões como a fragilidade da reflexão sobre Teoria da História no Brasil ou a precariedade dos nossos periódicos, por exemplo, expressaria um bom mocismo hipócrita que a ninguém interessa.
Talvez fosse desnecessário dizer tudo isso caso tivéssemos,no Brasil, uma larga tradição de critica de alto nível (alto nível de emissão e de recepção), mas não é preciso elencar exemplos para se constatar que não é assim. Dentre os historiadores, especialmente, é ainda recente o habito do debate acadêmico e da resenha critica e pode-se até dizer que ainda persiste algum resquício de regionalismo e personalismo.
Desta forma, não foi apenas uma atitudepreviamente defensiva que nos levou a evitar ao máximo os argumentos baseados numa "autoridade" que não pretendemos possuir: buscamos nos amparar numa pesquisa sólida e globalizante para que nossas reflexões pudessem se expressar através de parâme­tros dialógicos que permitam o debate.
Foram vários os motivos que nos levaram a empreender este estudo de natureza historiográfica relativo ao Brasilnos anos 80.
Em primeiro lugar, constatamos que os trabalhos mais sólidos de análise historiográfica de que se dispõe, como os livros de J. R. do A. Lapa e os textos de vários autores, dentre os quais F. Iglésias e C. G. Mota, remontam à década de 70 ou aos primeiros anos da década seguinte. Ainda que, durante os anos 80, tenhamos assistido a um aumento considerável do número de trabalhos de...
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