Histeria

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Trabalho sobre a Estrutura Histérica











Disciplina: Psicopatologia II

Orientadora: Carla Villwock



















Graduanda: Ariana Salbego

Guaíba, 25 de Maio de 2010.

A estrutura histérica

Aestrutura histérica constitui o tecido mais elaborado em direção a maturidade. Pinel foi o primeiro a classificar a histeria entre as neuroses.

Em 1895, Freud isola a “neurose de angustia” e, no ano seguinte, a “neurose de angustia”,da qual demonstra a semelhança estrutural com a histeria clássica dita “de conversão”.do ponto de vista tópico, a estrutura histérica não comporta regressão do ego,masuma simples regressão tópica da libido,sem regressão dinâmica nem temporal.

O histérico de estrutura apresenta importantes fixações a fase fálica de Abraham,guardando também fortes componentes orais que,contudo,jamais se tornarão organizadores nele.

A principal característica do modo de estruturação histérica é à força do componente erótico, do qual todos os aspectos dominam a vida dohistérico e as experiências relacionais diversas. Os investimentos objetais mostram-se facilmente móveis,variados e múltiplos,embora não permaneçam forçosamente em um plano puramente superficial.

Outra característica da estrutura histérica, comum as suas duas formas, refere-se às defesas, ou seja, no caso o primado dos mecanismos de recalque sobre os demais procedimentos.

A estrutura histérica deangustia

A estrutura histerofóbica constitui a mais regressiva dos dois modos de estruturação histérica. É a que se situa mais próxima da estrutura obsessiva. Na histerofobia,conforme apresentou Diatkine(1968),a libido permanece essencialmente genital e o mecanismo principal continua sendo o recalque;os movimentos pulsionais ambivalentes(agressividade em relação a objeto de amor e afeição pelosobjetos agredidos)conservam um atitude geral incoerente,oposta a simplicidade da rigidez afetiva obsessiva.as identificações com ambos os pais revela-se,ao mesmo tempo difíceis e ambíguas.

Entretanto, contrariamente aos deprimidos, nos quais os investimentos objetais acham-se modificados nos comportamentos depressivos constatados dos histerofobicos de estrutura,reconhecemos facilmente a buscade um objeto sexual.mas dizer que se trata simplesmente de uma busca do “objeto” parece não ser o suficiente e pode levar a confusões desastrosas.

A estrutura histerofobica de base igualmente distingue-se por outras características especificas, ou seja:

O recalque, apesar de sua importância, não é completamente exitoso existe um certo grau de fracasso desse mecanismo.a pulsão contrangedoraque reaparece é, de inicio,deslocada sobre um objeto menos evidente.

A evolução libidinal corresponde, na estrutura histerofobica,a um simples retorno de apenas parte do libido sobre fixações anteriores orais e anais precoces.a relação do objeto continua sendo proximal contudo,uma tela é colocada entre o sujeito e o objeto,sob uma forma de evitação fóbica.

A angustia diz respeito,certamente, a castração; no mecanismo especifico de histerofobia,trata-se de uma angustia de ver o pensamento realizar-se por que esse pensamento acha-se deslocado sobre um elemento de defesa fóbica.a representação fantasmática sobre as mesmas transformações,inicialmente por recalque,depois por deslocamento e evitação dos retornos do recalcado.

A relação inicial do histerofobico com seus pólos parentaistem em conta a ambivalência das identificações: ambos os pais, ao mesmo tempo, operam sobre a criança uma excitação e uma interdição sexuais, a criança não sabe bem como conciliar provocações e inderditos, quem espera e quem proíbe a aproximação erotizada.

Nas organizações estruturais histerofobicas,trata-se de uma sedução indireta e ambivalente na qual toma parte a linguagem. A simbolização...
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