Hidatidose

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  • Publicado : 16 de março de 2013
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Hidatidose
* Causas
A hidatidose é provocada por várias espécies de helmintes do género Echinococcus, sobretudo o Echinococcus granulosus este é um verme platelminte do grupo dos cestodes, com corpo em forma de fita e segmentado, hermafrodita, alcançando no seu estado adulto entre 3 a 6 mm de comprimento. Este helminte tem um ciclo biológico complexo, no qual o ser humano apenasconstitui um hospedeiro acidental.
O Echinococcus granulosus vive naturalmente como parasita no intestino de cães e canídeos selvagens, como os lobos, chacais e dingos, fixando-se à mucosa através dos ganchos e ventosas que tem na sua cabeça ou escólex. Os vermes adultos põem regularmente enormes quantidades de ovos que os canídeos infestados eliminam através das suas fezes, contaminando os solos eos vegetais, mas também os seus focinhos e pêlos.
O ciclo biológico do parasita prossegue quando um animal, sobretudo ovelhas e, em menor medida, cabras ou porcos, ingere erva contaminada, o que propicia a entrada dos ovos no seu aparelho digestivo, a separação do seu revestimento devido à acção do suco gástrico e a libertação das larvas presentes no seu interior, que atravessam a paredeintestinal e penetram na circulação sanguínea. Uma vez no sangue, as larvas chegam a vários órgãos, como o fígado, os pulmões ou os ossos, onde originam a formação de quistos, denominados quistos hidáticos, os quais vão crescendo progressivamente. O ciclo biológico do parasita finaliza quando um cão ou outro canídeo ingere carne contaminada e, sobretudo, vísceras provenientes de animais infestados comquistos.
O contágio ao ser humano efectua-se acidentalmente, quando uma pessoa ingere ovos do parasita ao consumir verduras cruas contaminadas ou, o que acontece com alguma frequência entre as crianças, ao levar os dedos à boca depois de estar em contacto com cães infestados. O parasita continua o seu ciclo biológico no interior do organismo humano, levando à formação de quistos hidáticos.Manifestações e complicações
Embora o problema seja assintomático em aproximadamente 10% dos casos, nos restantes as manifestações mais frequentes evidenciam-se quando os quistos hidáticos formados nos vários órgãos, sobretudo no fígado, comprimem os tecidos vizinhos ao longo do seu crescimento, um fenómeno que apenas pode ser detectado alguns anos após o contágio. Quando os quistos residemno fígado, as manifestações mais comuns são problemas ou dor na zona superior e direita do abdómen, aumento do volume abdominal e, em casos mais raros, uma disfunção hepática que se evidencia através de icterícia e outros sinais e sintomas típicos. Todavia, quando os quistos se desenvolvem noutros órgãos, a sua presença apenas costuma ser detectada de forma acidental, por exemplo através de umaradiografia ao tórax, ou pelo aparecimento de vários tipos de complicações, como a fractura de um osso sem a existência de outras circunstâncias que a justifiquem. A excepção à regra corresponde aos quistos que se desenvolvem no encéfalo, cujas manifestações são as típicas dos tumores intracranianos de crescimento lento.
A complicação mais grave corresponde à ruptura de um quisto hidático,independentemente de ser de forma espontânea ou devido a um traumatismo. Neste caso, os sinais e sintomas variam de acordo com a localização do quisto, pois podem consistir numa súbita e intensa dor abdominal acompanhada por febre, caso se trate de um quisto hepático, ou através de um repentino ataque de tosse e expectoração hemoptóica, caso se trate de um quisto pulmonar. Pode igualmente evidenciar-seuma reacção alérgica de diferente intensidade, desde um episódio de urticária até um perigoso quadro de choque anafiláctico. Para além disso, após a ruptura de um quisto, as larvas conseguem disseminar-se e invadir outros órgãos, onde acabam por formar novos quistos.
Uma outra complicação grave, embora menos habitual, é a infecção de um quisto hidático, originando a formação de um abcesso...
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