Hannah arendt e o totalitarismo

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  • Publicado : 3 de janeiro de 2013
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Arendt e o totalitarismo

Neste Livro de Hannah Arendt e as origens do totalitarismo é importante referir que este autor começou a escrever o livro logo pós-guerra ter acabado. Quando chegou aos Estados Unidos em 1941, os seus estudos concentraram-se principalmente em questões ligadas à situação dos judeus, tendo feito parceria com determinadas revistas ligadas aos emigrantes europeus e tendotambém participado em vários debates de indivíduos que foram coagidos a abandonar os seus países de origem.
A obra abrange a época contemporânea e mostra-nos aquilo que para nós seria imaginável acontecer nos tempos de hoje. É explicado a forma de manipulação das populações, usando estruturas de poder rígidas que não fecham os olhos à eliminação de populações inteiras só para fazer mostrar que oque prevalece são as ideias de superioridade e de pensamento de crenças ligadas às raças e ideologias.
O livro faz uma abordagem ao anti-semitismo, como fenómeno político, refere-se ao preconceito que na altura havia contra os judeus, e ao imperialismo, que é uma política de expansão e de domínio territorial, cultural e econômico de uma nação sobre outras, ou sobre uma ou várias regiõesgeográficas. Outros agentes como a literatura, a história, a sociologia e a economia também se juntaram para explorar o pensamento e a mentalidade neste tempo em que a política recorria constantemente à violência para poder mostrar o seu poder. Essa é um dos aspectos principais que o texto menciona. Arendt declara que ao estudar os projetos nacionais e a expansão imperialista, que o totalitarismo sobreveiocomo forma de sistemas de dominação em que aproveitaram-se de diferenças étnicas e de classes para fazer o avanço do processo de exclusão e domínio que marcaram drasticamente o ultimo século.

Desenvolvimento

Arendt após várias análises, uma daquelas que ainda hoje conserva uma grande atualidade é a do tema dos apátridas. Ele conseguiu fazer uma percepção universal sobre este tema, em quemilhões de pessoas eram arremessadas no nosso mundo, sem apresentar um estatuto legal definido, sendo uma consequência da política contemporânea que depois conduziu à criação de regimes totalitários.
Atualmente, isto ainda acontece com cidadãos que não têm direitos em países ditos democráticos, este é um risco ao aceitarmos dividir o mundo entre aqueles que têm direitos e os que vivem numa terra“vazia” onde todos os excessos são possíveis de serem cometidos. No que se refere à legislação europeia, os indivíduos que ainda não foram julgados mas que foram destinados à expulsão, podem ser mantidos presos até 18 meses, assim como os campos de prisioneiros americanos, situados fora do seu território, demonstram a sobrevivência dessa terra “vazia”, para a qual são mandados os que não podem beneficiarda proteção integral das leis vigentes nos diversos países.
Para termos uma melhor percepção do que foi dito devemos fazer uma análise à terceira parte das origens do totalitarismo que, através de análises aprofundadas, contribuiu para este ser um dos clássicos do pensamento contemporâneo.
O conceito de totalitarismo aparecia associado ao regime dominado por Mussolini, já na segunda década doséculo XX, mas foi essencialmente a partir de 1930, período de consolidação e ascensão do nazismo, que o conceito apareceu em vários estudos como os de Raymond ou de Franz Neumann, que destinavam sobretudo a compreender as experiências violentas e desastrosas que ganhavam corpo na Europa. O livro de Arendt revela assim sem duvida, que contribuiu muito para a propagação do termo junto dos maiscuriosos e estudiosos, que se dedicaram a percepção na natureza do fenômeno, sendo que na história da humanidade esta tragédia não causou precedentes. E, para a pensadora acrescia ainda mais que o regime que vigorava na União Soviética, continha os mesmos traços fundamentais do nazismo e fascismo italiano.
Arendt, acreditava que através do conceito de totalitarismo podia abordar os temas de um...
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