Grupo cuiaba

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UNIC – UNIVERSIDADE DE CUIABÁ

ENGENHARIA CIVIL.

Grupo Cuiabá

CUIABÁ – 2012
UNIC – UNIVERSIDADE DE CUIABÁ
ENGENHARIA CIVIL 6 SEMESTRE TURMA B MATUTINO

Fabiane Ferreira da Silva

Grupo Cuiabá


Trabalho sob orientação da professora MsC. Maria Aparecida Domingues, tendo como requisito como nota parcial do 1 bimestre.

Setembro de 2012
CUIABÁ –MT
Introdução
O Grupo Cuiabá compreende uma espessa pilha metassedimentar acumulada na margem sudeste do Craton Amazônico e afetado pelo Ciclo Orogênico Brasiliano-Panafricano (~600 Ma). O estudo de afloramentos em perfis regionais, minas abertas para exploração de ouro e furos de sondagem no Alinhamento Cangas-Poconé constituem a base para propor uma divisão litoestratigráfica do Grupo Cuiabánas formações Campina de Pedras, Acorizal e Coxipó. Ao longo desse alinhamento é reconhecida uma associação de fácies com predomínio de meta-ritmitos com dropstones, com uma forte assinatura magnética, denominada aqui como Fácies Cangas na porção média da Formação Acorizal, possuindo uma provável cronocorrelação com a Fácies Engenho, ambas depositadas sob forte influência glacial. Esta litofáciesocorre associada com (meta) conglomerados, arenitos e pelitos e horizontes subordinados de diamictitos maciços.

Desenvolvimento

Durante o Neoproterozóico (1000 a 542 Ma), a Terra sofreu grandes mudanças climáticas, que ficaram registradas sob a forma de sucessões de diamictitos glaciais e carbonatos depositados em muitos locais ao redor do mundo. De acordo com a hipótese Snowball Earth(Kirschivink, 1992; Hoffman et al., 1998),isto significaria a alternância de eventos climáticos extremos, como a intercalação de períodos glaciais e de estufa,de âmbito mundial. Tais eventos glaciais podem ter colaborado com uma inibição da evolução de filos animais desenvolvidos, que mostram uma rápida evolução (“Explosão Cambriana”) de metazoários esqueletais após o término dos eventos glaciais.Atualmente, são conhecidos pelo menos três eventos glaciais neoproterozóicos: Sturtiano (~725 Ma), Marinoano (635 Ma) eGaskierano (582 Ma).Dentro deste contexto, foram encontrados, na porção norte da Faixa Paraguai (Estado do Mato Grosso),diamictitos sobrepostos aos carbonatos pós-Marinoanos do Grupo Araras. A primeira descrição destas rochas incluía uma camada de pelitos com alguns clastosesparsos, com ocorrência de manganês, depositados sobre o Grupo Araras. A sucessão completa só veio a ser identificada por Figueiredo et al. (2004), que apontou evidências glaciais relacionadas aos diamictitos. Sua posição estratigráfica distinta, litologia característica e mapeabilidade na escala de 1:250.000 requer o estabelecimento de uma nova unidade estratigráfica, denominada Formação SerraAzul (Figueiredoet al., 2005; Alvarenga et al., 2007).
A Faixa de Dobramentos Paraguai, localizada na borda sudeste do Craton Amazônico, é composta de rochas sedimentares depositadas sobre uma margem passiva durante o Neoproterozóico, submetidas a dobramento durante a Orogênese Brasiliana, no Cambriano Inferior. A litoestratigrafia da porção norte da Faixa Paraguai (Figura 2) inclui asunidades: Grupo Cuiabá, Formação Puga, Formação Bauxi, Grupo Araras e Grupo Alto Paraguai.
De acordo com  Claudia tokashiki, há muito tempo nota-se o grande interesse despertado pelas rochas que compõem o Grupo Cuiabá, haja vista a farta literatura, iniciada no século XIX com o Conde Francis de Castelnau (1857) e Evans (1894). Estudos posteriores foram realizados por Almeida (1948, 1954, 1964, 1965,1974, 1984, 1985), Vieira (1965), Figueiredo et al. (1974), Ribeiro Filho et al. (1975), Olivatti (1976), Luz et al. (1980), Barros et al. (1982), Alvarenga (1984 e 1988), Alvarenga & Saes (1992), Alvarenga & Trompette (1993), assim como monografias de conclusão do curso de Geologia da UFMT (Freitas inédito) e (Leão & Dall'Oglio inédito), dissertações de mestrado (Silva 1999), teses de...
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