Gestalt

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24 :: Webdesign

GESTALT
APLICADA NO DESIGN DE INTERFACES
“Quanto maior for a organização visual da forma do objeto, em termos de facilidade de compreensão e rapidez de leitura ou interpretação, maior será o seu grau de pregnância”. Com esta explicação, o professor João Gomes Filho nos apresenta um dos princípios básicos da Lei da Percepção Visual da Teoria da Gestalt. Uma dúvida muito comumé de que maneira essas regras influenciam o design de interfaces. Nesta entrevista, o artista plástico e webdesigner Ronaldo Gazel, trabalhando atualmente na BHTEC e:house (www. bhtec.com.br), analisa como esta teoria pode e deve ser aplicada na construção de interfaces digitais, através da apresentação de exemplos práticos na área.
Wd :: Certa vez, o professor Luli Radfahrer disse que a Gestaltpode ser considerada como “a gramática subliminar da alfabetização visual”. No processo de construção de ambientes digitais e interativos, como este conceito pode contribuir para melhorar o período de experiência do usuário? E como este conhecimento pode ajudar no trabalho do designer? Gazel :: Antes de entrarmos na construção visual da interface propriamente dita, não custa lembrar que antes delaprecisamos construir a identidade conceitual e editorial da nossa proposta, afinal, de que nos adiantará o domínio da gramática se o que temos para comunicar não está bem definido? Nossa mensagem precisa estar coesa; sua personalidade, sem idiossincrasias que nos desviem de seus objetivos. A pregnância começa na proposta conceitual. Relação da Teoria da Gestalt e as duas abordagens: é preciso terem mente que o estudo da Gestalt tem um caráter neutro quanto à aplicação de seus enunciados. Assim, conhecer a

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teoria somente trará resultados práticos, desejados, se houver direcionamento. É preciso, tendo em vista tanto a abordagem do design, quanto à artística, saber em que aspectos a interface deve ser orientada, equilibrada entre esses dois enfoques. Porexemplo: se a interface a ser construída será projetada para uma utilização constante, percebemos a sua proximidade conceitual a uma ferramenta, um objeto utilitário, ou seja, com uma personalidade prioritariamente ligada ao design; por outro lado, numa interface que considere a experiência única ou temporária do usuário, ou que esteja preparada para um comportamento imprevisível do mesmo, estaremosmais próximos da abordagem artística. A abordagem do design: pensa o uso da interface numa perspectiva universal, humanizada, positiva, visando facilitar a experiência, eliminando o máximo de ruídos que, considerando-se o uso repetido da interface, tiram sua eficiência, aumentando o trajeto entre objetivo e resultado funcional. A abordagem artística: foca muito menos no sentido utilitário,priorizando a experiência numa perspectiva plural, que se estende da empatia ao caos. Considera-se tanto a facilidade do uso quanto o antiuso. Tem-se aqui um fator experimentalista e conceitual que busca tanto a utilização contínua quanto a experiência

única - e até mesmo a não-experiência. As subabordagens/abordagens derivadas: combinando-se as duas macroabordagens (design e arte) com outros enfoquesdirecionadores, obtemos o coeficiente de originalidade que dá personalidade a cada interface. É justamente a combinação das abordagens, orientadas por objetivos bem definidos, que determinarão o sucesso ou o fracasso de uma proposta de comunicação visual. Algumas das abordagens derivadas mais utilizadas são: a publicitária, a comercial, a lúdica/de entretenimento, a comunicacional e a utilitária(ver gráfico página 26). Vejamos no diagrama a ideia de construção conceitual das interfaces, representando o relacionamento entre as abordagens e as subabordagens. Note-se a riqueza de combinações possíveis na construção do desenho conceitual da interface. Enfim, a construção visual da interface: Tendo-se em vista que, agora, nossa interface, mesmo sem existir visualmente, já possui vida...
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