Gerir uma biblioteca escolar

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  • Publicado : 3 de dezembro de 2012
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Gerir uma BE é conduzi-la ao cumprimento da sua missão e dos seus objectivos. Para isso, o coordenador deve ter em conta uma série de aspectos.

Estar à frente de uma equipa de trabalho numa biblioteca escolar deve levar-nos à criação de bases comuns de entendimento acerca do papel que a BE deve desempenhar na escola e daquilo que, da parte da equipa, é essencial que se verifique para aconcretização dos objectivos da BE. Cada elemento da equipa tem a sua personalidade e o seu estilo pessoal, mas é imprescindível que se crie um estilo comum, assente em qualidades como a abertura, a capacidade de gerar confiança, a disponibilidade e a simpatia.
O papel do coordenador é também, portanto, o de regulador de comportamentos e atitudes. Como diz Gloria Ponjuán Dante “El aprovechamiento óptimode las capacidades de las personas armoniza con otros recursos fundamentales. Sus actitudes, aptitudes, flexibilidad, actualización, trabajo en equipo y potenciación contribuyen a obtener resultados felices”.[1]

Ainda pensando no coordenador, enquanto líder de uma equipa, outra função importante é a capacidade de distribuir tarefas. Cada um deve saber exactamente quais são as suasresponsabilidades e deve ter autonomia para realizar as suas tarefas, embora sabendo que, em momentos intermédios e finais, terá de prestar contas.


No entanto, numa BE, esta divisão de tarefas entre os elementos de uma equipa não pode nem deve ser estanque, permitindo que, na falta de um, outros possam realizar o que lhe compete. Além disso, há também muitos momentos, por exemplo quando se planeia erealiza uma acção de animação de maior vulto, em que o coordenador deve ser capaz de mobilizar a colaboração de todos, independentemente da divisão rotineira do trabalho.


O coordenador deve também ter o distanciamento (nem sempre fácil de conseguir) que lhe permita observar a sua equipa de professores, funcionários e, eventualmente, de alunos monitores, para encaminhar e corrigir o que estivermenos bem. A dificuldade está, a meu ver, em colocarmo-nos na pele dos utilizadores, mas é sempre possível auscultar a opinião destes, através, por exemplo, de um folheto de avaliação dos serviços, disponibilizado ciclicamente, e cujos dados, devidamente tratados, nos podem ir dando o retrato da situação. Além disso, nós próprios podemos estar incluídos nesse retrato, o que também é muito útil. Osretornos positivos e negativos têm todos o seu valor. É importante aprender a encarar as críticas positivas como motivação para continuar em frente e as negativas como desafios para melhorar.

Tal como é dito no texto sobre o qual estamos a reflectir, gerir implica pensar em sistemas que se entrecruzam: “o sistema macro, que é o sistema educativo; a escola, ela própria um sistema e a bibliotecaescolar (um sistema relacional e de informação, de comunicação) inserido e determinado pelos anteriores”.

Assim, a BE deve estar ao serviço da educação dos alunos e o seu programa deve derivar do Projecto Educativo da escola/agrupamento. O Coordenador da BE, enquanto elemento do Conselho Pedagógico, deve fazer parte das equipas responsáveis pela elaboração/ revisão dos documentos fundamentais daescola: o Projecto Educativo, o Regulamento Interno, o Projecto Curricular de Escola e o Plano Anual de Actividades.


Devidamente enquadrado, deve definir, com a sua equipa, os objectivos globais do programa da BE, que se concretizam nos objectivos definidos no Plano de Actividades.

Mas, como os sistemas acima referidos interagem e a sua relação pode e deve ser biunívoca, a BE enquantocentro promotor da colaboração e do desenvolvimento da literacia da informação tem capacidade para influir na já tão falada mudança de tónica do ensino para a aprendizagem, uma aprendizagem construída pelo aluno, em que o professor e o coordenador (ou outro elemento da equipa) da BE, colaborativamente, se constituem como orientadores e estimuladores da aprendizagem. As mudanças metodológicas assim...
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