Fratura exposta

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  • Publicado : 29 de outubro de 2011
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DEFINIÇÃO

Fratura exposta é toda aquela em que ocorre comunicação do seu foco com o meio externo contaminado com germes. Não é necessariamente exposição para o exterior mas, também, para cavidades contaminadas, como a boca, o tubo digestivo, vias aéreas, vagina e ânus. Assim, uma fratura da pélvis que sofre exposição através da parede vaginal é considerada fratura exposta e tem especialgravidade pela riqueza da flora bacteriana local.
As fraturas expostas envolvem, em geral, elevada energia para sua ocorrência, com concomitante lesão das partes moles, o que favorece a infecção pelos germes, além de dificultar sua consolidação. Dessa forma, a fratura exposta, de forma especial, está sujeita a infecção e a retarde de consolidação, que são os grandes problemas relacionadoscom ela.

1. HISTÓRICO

Muito se evoluiu desde os tempos de Hipócrates, quando o tratamento das fraturas expostas era dirigido apenas à conseqüência quase inevitável, a infecção.
O desbridamento e a ênfase na precocidade do seu processamento, os quimioterápicos (sulfa) e os antibióticos, especialmente a penicilina, foram marcos que conseguiram melhorar o prognóstico das fraturasexpostas. No entanto, a elevação da energia envolvida nos traumatismos devido à maior velocidade dos automóveis e à maior potência lesiva dos armamentos continua a desafiar a capacidade do médico em restaurar a função em níveis satisfatórios. Continua em mais de 50% a percentagem de amputação após fratura que compromete a perfusão distal do membro.

2. EPIDEMIOLOGIA

A incidência defraturas expostas varia, evidentemente, de região para região, dependendo da atividade das pessoas, do tamanho das cidades, entre outras variantes. Court-Brown et al (1996) relatam incidência de 21,3% de fraturas expostas de ossos longos. Nesse estudo, o osso mais afetado foi a tíbia, com 21,6%, seguida do fêmur, com 21,1% das fraturas expostas.

3. CLASSIFICAÇÃO

Qualquer classificação tempor objetivo escalonar a gravidade e com isso ter implicações no prognóstico e na escolha do tratamento. Outro aspecto importante das classificações é permitir comparações entre diferentes casuísticas. Brumback (1992) definiu muito bem os parâmetros mais importantes que devem servir de base para qualquer classificação. São eles:
a) história e mecanismo do trauma;
b) estado vascularda extremidade;
c) tamanho da ferida cutânea;
d) lesão ou perda da musculatura;
e) desperiostização, desvitalização e necrose óssea;
f) traço de fratura, cominuição e/ou perda óssea;
g) contaminação; e
h) síndrome de compartimento.
5.0 TRATAMENTO
Os objetivos durante esse período são:
- Redução do edema - É muito importante tomar essaprovidência o mais rápido possível para evitar a formação de aderências. Isso também ajuda a diminuir a dor.
- Ajudar a manutenção da circulação na área - o exercício ativo através da atividade muscular estática ou isotônica ajuda a manter um bom suprimento sanguíneo nos tecidos moles e concorre para reduzir a tumefação e evitando a formação de aderências.
- Manter a função muscular porcontrações ativas ou estáticas.
- Manter o arco de movimento tanto quanto possível.
- Manter o máximo de função permitida pela lesão em particular e pela fixação.
- Ensinar o paciente como usar os aparelhos especiais como muletas, bengalas, dispositivos diversos e como cuidar deles ou de qualquer outro aparelho.

5.1 PRIMEIROS SOCORROS
- Faça curativo protetor sobre oferimento, usando gaze, lenço ou pano limpo, fixando-o firmemente com tira de pano, gravata, cinto, etc;
- Mantenha a vítima deitada e o mais confortável possível;
- Imobilize a região fraturada, como se fosse uma fratura fechada;
- Não tente colocar o osso no lugar;
- Deixe os dedos de fora quando imobilizar pernas ou braços para observar as condições dos mesmos;
- Se as extremidades do...
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