Fisioterapia

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FACULDADE SANTA MARIA
CURSO BACHARELADO EM FISIOTERAPIA





















PAISM



DANYELLY NOBRE
IANNE GUALBERTO
LÍVIA CRISPIM
MAYARA VÍVIA
SONAIRA














CAJAZEIRAS - PB
2009
DANYELLY NOBRE
IANNE GUALBERTO
LÍVIA CRISPIM
MAYARA VÍVIA
SONAIRA






















PAISMTrabalho apresentado à Disciplina de Saúde da Mulher Aplicada do curso de Bacharelado em Fisioterapia da Faculdade Santa Maria para obtenção da nota total do 3º estagio do período 2010.1, sob orientação da professora Esp. Renata Braga.
















CAJAZEIRAS - PB
2009

INTRODUÇÃO


Em 1983, surge o PAISM - Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher, quepossui um modelo assistencialista, representando um conjunto de diretrizes, sendo anunciado como uma nova e diferenciada abordagem da saúde da mulher, baseado no conceito de “atenção integral à saúde das mulheres” (AISM).
Esse conceito implica o rompimento com a visão tradicional acerca desse tema, sobretudo no âmbito da medicina, que centralizava o atendimento às mulheres nas questõesrelativas à reprodução (Costa, 1979; Canesqui 1984; Osis, 1994). Paradoxalmente, entretanto, esse programa constituiu-se também na primeira vez em que o Estado brasileiro propôs, oficial e explicitamente, e efetivamente implantou, embora de modo parcial, um programa que inclui o planejamento familiar dentre suas ações, ou seja, um programa que contemplava o controle da reprodução (Osis, 1994).Além disso, as próprias circunstâncias e as características do processo pelo qual se constituiu o PAISM fazem dele, ainda hoje – passados 13 anos desde o seu lançamento e constatada a sua não implantação efetiva em todo o país –constante objeto de estudo e discussão (Alvarez, 1990; Pinotti et al., 1990; Costa, 1992; Correa, 1993; Osis, 1994). Neste trabalho, o que se pretende é refletir sobre osignificado do PAISM para a abordagem da saúde reprodutiva no Brasil.



















HISTÓRICO


Em 21 de junho de 1983, por ocasião de seu depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado que investigava o crescimento populacional, o então Ministro da Saúde Waldyr Arcoverde apresentou a proposta de criação do PAISM (Osis, 1994). A proposta levada peloministro à CPI fora preparada por uma comissão especialmente convocada pelo Ministério da Saúde (MS) para a redação do Programa, em abril de 1983, e constituída por três médicos e uma socióloga: Ana Maria Costa, da equipe do MS e fortemente identificada com o movimento de mulheres; Maria da Graça Ohana, socióloga da Divisão Nacional de Saúde Materno-Infantil (DINSAMI); Anibal Faúndes e OsvaldoGrassioto, ginecologistas e professores do Departamento de Tocoginecologia da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), indicados pelo Dr. José Aristodemo Pinotti, chefe daquele departamento (Sobrinho, 1993).
Em 1984, o Ministério da Saúde, atendendo às reivindicações do movimento de mulheres, elaborou o Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher (PAISM), marcando, sobretudo, umaruptura conceitual com os princípios norteadores da política de saúde das mulheres e os critérios para eleição de prioridades neste campo (Brasil, 1984).
O PAISM incorporou como princípios e diretrizes as propostas de descentralização, hierarquização e regionalização dos serviços, bem como a integralidade e a eqüidade da atenção, num período em que, paralelamente, no âmbito do MovimentoSanitário, se concebia o arcabouço conceitual que embasaria a formulação do Sistema Único de Saúde (SUS). incluía ações educativas, preventivas, de diagnóstico, tratamento e recuperação, englobando a assistência à mulher em clínica ginecológica, no pré-natal, parto e puerpério, no climatério, em planejamento familiar, DST, câncer de colo de útero e de mama, além de outras necessidades identificadas a...
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