Filozofando ginsburg

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Carlo Ginzburg, historiador italiano, especialista em história da cultura das classes subalternas no início da era moderna, sua principal obra é O queijo e os vermes (1961) não há dúvida que esta constitui a obra de fôlego do autor como especialista da história europeia no início da Idade Moderna. Sua contribuição erudita é inegável para o desenvolvimento de um campo de estudos na história da feitiçaria e dos sistemas de crenças compartilhados pelo mundo camponês europeu até a Reforma. Seu trabalho propõe novas hipóteses sobre a autonomia relativa e as relações que se estabeleciam entre “alta” e “baixa” cultura.
A principal intervenção de Ginzburg no debate historiográfico foi de natureza teórica e metodológica. O modo de abordar as fontes, seu modo de exposição e da narrativa, a atenção as anomalias da documentação, também o uso experimental de uma abordagem “morfológica” foram os aspectos mais evidentes dessa contribuição que era acompanhada pelo esforço em pensar sistematicamente as consequências cognitivas dessas escolhas de métodos.
Ginzburg procurava claramente reconstruir as características essenciais de uma cultura que não havia deixado muitos traços. O ideal de fazer ouvir vozes silenciadas que não deixaram registros diretos pela via indireta do estudo sobre uma história individual era uma das questões centrais de sua obra.
Através de um movimento duplo reconhece-se como cultura tanto os fazeres de povos "exóticos", quanto às práticas das classes subalternas dos povos civilizados. Assim ele se expressa que:
"Só através do conceito de "cultura primitiva" é que se chegou de fato a reconhecer que aqueles indivíduos outrora definidos de forma paternalista como "camadas inferiores dos povos civilizados" possuíam cultura. A consciência pesada do colonialismo se uniu assim à consciência pesada da opressão de classe." (GINZBURG, 1987, p. 17).
Ginzburg constata que só recentemente a história vai se aproximar da temática do popular. Isso se deveu em seu

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