Filosofia

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PUC Minas

ÉTICA II
PROFESSOR: MÁRCIO PAIVA
ALUNOS: José Maria, Heleno, José Rocha e Sandro

CAPÍTULO I

ALGUNS DESAFIOS ÉTICOS
DA BIOTECNOLOGIA

Belo Horizonte
Junho de 2007
5°Período de Filosofia
I – ALGUNS DESAFIOS ÉTICOS DA BIOTECNOLOGIA

Neste capítulo, o autor afirma a função da ética de apontar limites para a práxis humana, inclusive na área da tecnociência.Contrasta a capacidade da biotecnologia de alterar a expressão gênica das pessoas. Reprova o aborto direto e entende não ser necessária uma nova ética, já que a tradicional, estendendo o leque de suas aplicações, é capaz de assinalar caminhos adequados ao agir do homem, para a solução dos principais problemas que hoje afligem a humanidade: “a bioética é a disciplina ética que se formou em torno depesquisas, práticas e teorias que visam interpretar os problemas levantados pela biotecnociência e pela biomedicina”. (PEGORARO, 2002, P. 75). Queremos fazer uma abordagem desta temática dentro da ética aristotélica que tem como as virtudes morais a Sophia e Phronesis: “a ética aristotélica, como toda ética clássica, fundamenta-se numa antropologia, ou seja, parte do princípio de que toda práxispressupõe uma dada concepção do homem”. (Art. Filos. 2000, p. 66).
No ponto (1) cujo tema é o discurso ético, o autor faz referencia a formula baconiana: “saber é poder”. E neste aspecto é explicitado que a filosofia na vertente da reflexão sobre o agir, tendo em vista o poder da ciência de hoje. Como ela tem esta capacidade de romper barreiras, mas nunca as éticas. Assim se expressa o autor:“trata-se, de fato, de um poder quase prometéico, acenando com sedutoras promessas de procriação sem riscos, de vida perfeita em termos de qualidade e extensão, de absoluto controle cientifico e tecnológico da existência humana individual e social”. (NEDEL, 2004, P.16).
No ponto (2) ele segue à procura de respostas: “este tipo de reflexão vem conquistando, ou reconquistando, nos tempos vertentes, umnotável apreço. É fato promissor assistirmos à multiplicação das conferências, seminários, encontros, jornadas, colóquios, congressos centrados nos problemas éticos, por via de regra numa dimensão imediatamente prática, de aplicação a determinada área da mais variada atuação humana”. (idem, p. 16). Assim o autor nos fala dos grandes desafios do estágio atual da civilização tecno-científica sobre osquais a filosofia logo de imediato não poderá encontrar respostas, pois a ciência “evolui” mais rápido do que os novos conceitos e aplicações éticas. Já os cientistas, indiferentes a isto, estão mais preocupados em comprovar suas teorias, mesmo que para tanto tenham que manipular a espécie humana. Contudo observa que é nossa condição essencial estarmos sempre de prontidão a caminho da verdade,sempre pressionando para fazer valer os valores morais e éticos da pessoa.
Preocupado com tais questões, no capítulo (3) faz uma abordagem acerca dos riscos do mau uso da ciência: “os surpreendentes avanços da biologia molecular e da genética humana impuseram nova ordem de reflexão sobre os direitos humanos”. (idem, p.17). Desta forma o próprio conhecimento que antes fora nossa única fonte seguraque visava o bem para a humanidade é usado agora para satisfazer fins escusos de uma elite e/ ou que somente visa o bem econômico de algumas multinacionais e laboratórios especializados que só fazem dinheiro: “estamos de novo regressados à necessidade de perguntar pelas relações entre a ciência e a virtude, pelo valor do conhecimento dito ordinário ou vulgar que nós, sujeitos individuais oucoletivos, criamos e usamos para dar sentido às nossas práticas e que a ciência teima em considerar irrelevante, ilusório e falso; e temos finalmente de perguntar pelo papel de todo o conhecimento cientifico acumulado no enriquecimento ou no empobrecimento prático das nossas vidas, ou seja, pelo contributo positivo ou negativo da ciência para a nossa felicidade. (SANTOS, 2006, P. 18- 19). Na 29ª...
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