Fichamento

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Universidade

Estadual de Londrina





ELIZA MARIA MOTA MIRANDA









A POLÍTICA DE ARISTÓTELES



orientador
prof. Dr. Joaquim José de Moraes Neto





Departamento de Filosofia
CLCH
Projeto A Política de Aristóteles
Projeto N.º 05427








LONDRINA
2010


1. Titulo : A Política de Aristóteles


A seqüência dessetrabalho segue as diretrizes do Projeto de Pesquisa do professor orientador. Em seu projeto o professor se propõe a realizar uma tradução da Política de Aristóteles. Nossa proposição é estudar o conceito de política implícito no pensamento aristotélico, bem como suas implicações a partir dos elementos conceituais levantados pela tradução.




2. Objetivos
1. Geral
Estudar oconceito de política e determinar as relações entre ética e política em Aristóteles.
2. Específico
Estabelecer a genealogia da política em Aristóteles.




3. Justificativa


Para Aristóteles, o estado tem como fim a virtude, isto é, deve prover a formação moral dos cidadãos e os meios para isso. Dessa forma, a política aristotélica é fundamentalmente ligada à moral e àética.
O estudo e análise da obra em questão deverão fornecer subsídios esclarecedores para esses pontos. A Política de Aristóteles, embora talvez surpreendentemente, é um dos grandes clássicos da filosofia política, e em que pulsa o gênio aristotélico da apreensão global de uma realidade. Adquiriu esse estatuto apesar de ser um texto incompleto e provisório, com imperfeições, repetições e remissõesobscuras, e redigido a partir de uma primeira versão destinada ao ensino oral. Mas foi nesta sua obra genuína que o filósofo verteu o essencial de mais de quarenta anos de investigações que repercutem a sua concepção ampla de ciência política como filosofia das coisas humanas. O estatuto da Política surpreende menos se pensarmos que as propostas que nela emergem são a culminância de investigaçõespresentes em obras entretanto perdidas e noutras que permaneceram. Entre as obras perdidas relevantes contam-se os quatro livros Da Justiça e os dois sobre o Político, sugeridos pelos diálogos de Platão; os tratados Alexandre ou a colonização e o Da Monarquia, preciosos para avaliar melhor a relação do autor com Alexandre Magno, e a desconfiança perante a criação de uma monarquia mundial: das 158constituições do mundo helênico, recolhidas pelos discípulos do Liceu, perderam-se todas exceto a Constituição de Atenas, escrita pelo punho de Aristóteles, possivelmente como modelo de redação do corpus. Por outro lado, a Política pode, e deve ser comparada, com obras que permaneceram e que expõem o papel arquitetônico da  ciência política no conjunto do saber, tais como a Metafísica e oconjunto das Éticas (a Nicômaco, a Eudemo e Magna Moralia), remanescentes de tratados (como o Protrético) e de correspondências.  Tal como chegou até nós pela tradição manuscrita, a Política, mais que um tratado, é uma coleção de formulações (logoi), destinadas a servir de base à exposição oral. A crítica minuciosa - e em curso - estabeleceu indubitavelmente que os oito livros da Política não resultaramde um impulso criativo único.
 
4. Metodologia

O trabalho será um pesquisa bibliográfica da obra Política na qual será realizada uma comparação com a Ética a Nicômaco a partir do conceito de felicidade. Para tanto estaremos nos baseando nos Livros I, II e III da Política e nos Livros I e II da Ética.
Em Política, Livro III, capítulo XII, 1288b, Aristóteles diz que a melhor formade governo é aquela exercida pelos melhores homens, [...] , e que estes querem governar com o objetivo de dar a todos a vida mais desejável. Mas o que é essa “vida mais desejável”? Essa explicação Aristóteles nos dá na obra Ética a Nicômano, Livro I, cap. 7, 1097b16: “A felicidade [...] é a coisa mais desejável de todas as coisas”


1) Na primeira parte o texto fala sobre a natureza...
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