Fichamento: a origem da desigualdade entre os homens.

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Obra 1: A origem da desigualdade entre os homens
ROUSSEAU, Jean-Jacques. A origem da desigualdade entre os homens. 2. Ed. São Paulo: Ed. Escala, 2007.

Motivo da escolha da obra 1: Conhecer e descobrir como se oriunda a desigualdade; segundo o autor Rousseau.

“O chamado mundo civilizado, em sua caminhada através dos séculos e milênios, criou profundas desigualdades entre os homens, deixandomarcas indeléveis e deletérias não somente ao ser humano em si, mas também em seu modo atual de ser e de agir”. p.7
“Concebo na espécie humana duas espécies de desigualdade. Uma, que chamo de natural ou física, porque é estabelecida pela natureza e que consiste na diferença das idades, da saúde, das forças do corpo e das qualidades do espírito ou da alma. A outra, que pode ser chamada dedesigualdade moral ou política porque depende de uma espécie de convenção e que é estabelecida ou pelo menos autorizada pelo consentimento dos homens. Esta consiste nos diferentes privilégios de que gozam alguns em prejuízo dos outros, como ser mais ricos, mais honrados, mais poderosos do que os outros ou mesmo fazer-se obedecer por eles”. p.29
“Acrescentemos que, entre as condições selvagem edoméstica, a diferença de homem para homem deve ser maior ainda que de animal para animal porque, tendo sido o animal e o homem tratados igualmente pela natureza, todas as comodidades que o homem se proporciona mais que aos animais por ele domesticados são outras causas particulares que o fazem degenerar mais sensivelmente”. p. 38
“Quaisquer que sejam essas origens, vê-se pelo menos, no pouco de cuidadoque tomou a natureza para aproximar os homens por necessidades mútuas e de lhes facilitar o uso da palavra, quão pouco pôs de seu em tudo o que os homens fizeram para estabelecer essas ligações. Com efeito, é impossível imaginar porque, nesse estado primitivo, um homem teria mais necessidade de outro homem do que um macaco ou um lobo de seu semelhante ou, supondo essa necessidade, que motivo poderialevar o outro a provê-la ou, nesse último caso, de que modo poderiam aceitar entre eles as condições”. p. 49
“Sei que nos repetem sem cessar que nada foi tão miserável como o homem nesse estado. E, se é verdade, como creio haver provado, que só depois de muitos séculos ele pôde ter tido o desejo e a ocasião de sair dele, isso seria um processo a mover a natureza e não contra aquele que ela assimtivesse constituído. Mas, se entendo bem o termo miserável, trata-se de uma palavra que não tem nenhum sentido ou que significa apenas uma provação dolorosa, o sofrimento do corpo ou da alma. Ora, só desejaria que me explicassem qual pode ser o gênero de miséria de um ser livre cujo coração está em paz e o corpo com saúde”. p 49
“Parece, de inicio, que os homens nesse estado, não tendo entre sinenhuma espécie de relação moral nem de deveres conhecidos, não podiam ser bons nem maus e não tinham vícios nem virtudes, a menos que, tomando essas palavras num sentido físico, se chamem vícios no individuo as qualidades que podem prejudicar sua própria conservação e virtudes aquelas que podem contribuir para essa conservação. Nesse caso, seria preciso chamar de mais virtuoso aquele que menosresistisse aos simples impulsos da natureza”. p. 50
“Sem nos afastarmos, porém, do sentido comum, vem a propósito suspender o juízo que poderíamos fazer de tal situação e desconfiar de nossos preconceitos até que, balança na mão, se tenha examinado se há mais virtudes do que vícios entre os homens civilizados ou se suas virtudes são mais vantajosas do que seus vícios são funestos ou se o progressode seus conhecimentos é uma compensação suficiente dos males que se fazem mutuamente à medida que se instruem sobre o bem que deveriam fazer uns aos outros que se não estariam, afinal de contas, numa situação mais feliz, de não terem nem mal que temer nem bem que esperar de ninguém, situação, mas feliz que estar submetidos a uma dependência universal e obrigados a tudo receber daqueles que não...
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