Fichamento - a cidade antiga: livro quinto

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A Cidade Antiga (p. 287 - 317) Livro Quinto – Desaparecimento do Regime Municipal
COULANGES, Fustel de – A Cidade Antiga. Tradução de Edson Bini. São Paulo – Bauru – Edipro. 2ª edição, 1999.
Capítulo I – Novas Crenças – A Filosofia Altera as Regras da Política
“[...] Cada cidade possuía não apenas sua independência política, como também seu culto e seu código. A religião, o direito, ogoverno, tudo era municipal. A cidade era a única força viva – nada acima dela, nada abaixo dela; nem unidade nacional nem liberdade individual.” (P. 287)
“A ideia da divindade transformava-se gradativamente, mediante o efeito natural do poder maior do espírito. Esta ideia que o homem tinha a princípio aplicada à força invisível q ele sentia em si mesmo, ele a transferiu para potênciasincomparavelmente maiores que ele via na natureza, até elevar-se à concepção de um ser q estivesse fora e acima da natureza. E então os deuses Lares e os Heróis não foram mais venerados por quem quer que pensasse.” (P. 288)
“Os sofistas abalavam, como diz Platão, o que até então estivera firme. Colocavam a regra do sentimento religioso e a da política na consciência humana, e não nos costumes dos ancestrais, natradição imutável. Ensinavam aos gregos que para governar um Estado não era suficiente invocar antigos usos e as leis sagradas, sendo, sim, necessário persuadir os homens e agir sobre vontades livres.” (P. 289)
“Assim, as crenças se transformaram de maneira gradativa. A religião municipal, base da cidade, extinguiu-se. O regime municipal, tal como os antigos o haviam concebido, pereceu juntocom a religião municipal. Libertamo-nos quase que imperceptivelmente dessas regras rigorosas e dessas formas acanhadas de governo. A humanidade tendeu para a unidade; esta foi a aspiração geral dos dois séculos que precederam a era cristã.” (P. 292)
Capítulo II – A Conquista Romana
“Como todas as urbes, Roma possuía sua religião municipal, fonte de seu patriotismo; mas foi a única urbe queempregou esta religião para seu engrandecimento.” (P. 297)
“Em meio às transformações que se produziam nas instituições, nos costumes, nas crenças, no direito, o próprio patriotismo mudara de natureza, tendo sido uma das coisas que mais contribuiu para o progresso de Roma.” (P. 297)
“Não se amava mais a pátria por sua religião e seus deuses; amava-se-a tão somente por suas leis, suas instituições,pelos direitos e pela segurança que proporcionavam aos seus membros” (P. 297 – 298)
“O homem tem, portanto ainda deveres em relação à cidade, mas estes não derivam mais do mesmo princípio de outrora. Dá ainda seu sangue e sua vida por ela, mas não mais para defender sua divindade nacional e o fogo doméstico de seus pais; ele o faz para defender as instituições que lhe trazem prazer e asvantagens que a cidade lhe proporciona.” (P. 298)
“Começava-se a sentir a necessidade de abandonar o sistema municipal e encontrar uma outra forma de governo que não fosse a cidade. Muitos homens pensavam, ao menos, em estabelecer acima das cidades uma espécie de poder soberano que cuidasse da manutenção da ordem e que forçasse essas pequenas sociedades turbulentas a viver em paz.” (P. 299)
“Oespírito municipal desaparecia pouco a pouco. O amor a independência tornava-se um sentimento raríssimo e os ânimos se voltavam inteiramente para os interesses e as paixões dos partidos. Esquecia-se a cidade de modo mal perceptível. As barreiras que haviam separado outrora as urbes e feito delas pequenos mundos distintos, cujo horizonte restringia os anseios e os pensamentos de cada uma, caíam uma após aoutra.” (P.302)
“As instituições da cidade antiga tinham sido enfraquecidas e como que esgotadas por uma série de revoluções. A dominação romana teve como primeiro resultado consumar sua destruição, apagando de vez o que ainda subsistia delas. É o que se pode constatar observando-se em que condição os povos caíram à medida que foram conquistados por Roma.” (P. 303)
“As instituições...
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