Fichamento: metamorfoses da sociedade de consumo, do trabalho e da comunicação

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  • Publicado : 15 de outubro de 2012
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O ensaio “Metamorfoses da sociedade de consumo, do trabalho e da comunicação” presente no livro “Sociedade e consumo-Múltiplas Dimensões na Contemporaneidade.” escrito por Maria Cristina Dadalto trata sobretudo das transformações e dos reflexos que a promoção capitalista provocou e vem provocando na síntese dos costumes da sociedade. O ensaio se faz útil ao projeto proposto pelo grupo poisatravés de pesquisadores como Colin Campbel e Giles Lipovetsky, Maria Cristina Dadalto discorre sobre os primórdios da sociedade de consumo e como esta foi lapidada através de uma ideologia que mistificou o conceito de necessidade através de ações comunicativas e fez girar a engrenagem da revolução industrial e do mercantilismo. Os reflexos dessa tática são utilizados até hoje pelos MCM para fazer giraro “mercado do bem estar”.
A autora diz, baseado nos estudos de Colin Campbel, que esse processo teve seu inicio na europa, surgiu a partir de um mosaico sociocultural e econômico, foi impulsionado já no século XVII e assentado na revolução industrial, período em que a classe média se viu cercada de produtos supérfluos e de luxo. Ainda baseado nos estudos de Campbel a autora salienta que:

Odesenvolvimento do romance moderno e o aparecimento de um leitor de ficção foi outro fator impulsionador do consumo.(Dadalto,2010,p.65)

e isso deve-se ao fato de que a partir de tal comportamento desenvolveu-se novas técnicas mercadológicas e estratégias de distribuição que expandiriam o mercado editorial. Percebeu-se nesse momento a inclinação ao consumo, fator esse determinante para a revoluçãoindustrial e a emulação social a chave para a perspectiva de sucesso de tal modelo econômico. A autora explica que “ os dados que corroboram este ponto de vista se encontram no desenvolvimento das indústrias de manufaturados que produziam mais bens de consumo do que de capital, dentre eles objetos como brinquedos e jogos, romances, produtos de beleza, plantas ornamentais e roupas de moda.Produtos que, aparentemente, não se enquadravam naqueles considerados, no período, como sendo de necessidade”. Uma mudança comportamental que serviu de base para uma mudança de valores e atitudes sociais e culturais da população.

Para Giles Lipovetsky (2007) é nesse período que se ampliaram os mecanismos a provocar o nascimento de uma nova modernidade e que coincide com o que denomina “civilização dodesejo”. Esse processo foi forjado, segundo Lipovetsky, a partir de uma continua estimulação da demanda, da mercantilização e da multiplicação indefinida de necessidades que, por meio de estratégias diversas, dirigiram e configuraram atitudes sociais.

A autora destaca ainda que a metamorfose de comportamento contribuiu para a transformação da relação com as coisas, a sociedade passa então adeferir sentimentos ao material, isso provoca um reordenamento no movimento subjetivo a conduzir o consumo, agora localizado no sentimento, na emoção.

Na linha de proposta de Lipovetsky, o consumo é compreendido como que fundado no sentimento sinalizando um retorno à emoção. Contudo, ressalta-se, é um regresso acompanhado por uma intensa ação técnica e mercadológica, na qual a comunicação exerceum papel essencial, redefinindo e orientando comportamentos sociais. Nesta direção, revela-se a engrenagem mercantil racional produtiva que, imersa num discurso individualista libertador, e apropriado pela ação da comunicação, atua ideologicamente com vistas a mistificar o conceito de necessidade. (Dadalto,2010,p.66)

Isso nos leva a perceber que existe uma espécie de justificativa continua doconsumo como uma sequencia lógica e fundamental para a produção.
A autora do ensaio cita como exemplo a pirâmide de necessidades desenvolvida por Abraham Maslow onde Baudrillard(1995) buscou respaldo moral legitimatório para discorrer sobre sua perspectiva a respeito de tal justificativa:
Dadalto diz que:

Com a implementação da economia digital no último quartel do Vinte, e, em...
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