Fichamento livro costa, wanderley messias / o estado e as políticas territoriais no brasil

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Referência Bibliográfica:
COSTA, Wanderley Messias / O Estado e as Políticas Territoriais no Brasil – 9 ed. – São Paulo: Contexto 2000 – (Repensando a Geografia)

Fichamento:

O autor inicia a discussão contextualizando a geopolítica portuguesa na colônia. Inicialmente, o território era por suas características fisiográficas de difícil penetração e ocupação de tipo permanente, dessa forma,inicialmente por ainda não terem sido descobertos metais preciosos, os portugueses instalaram feitorias que faziam o escambo de pau-brasil. “Em primeiro lugar, o fato de que os portugueses logo se deram conta de que estavam diante de um imenso território voltado para o Atlântico, o qual pela suas características fisiográficas, era de difícil penetração e ocupação do tipo mais permanente” (COSTA,p. 27). Em 1530, chega ao Brasil a primeira expedição de fato colonizadora juntamente com a instituição do regime das Capitanias Hereditárias. Pelo fato das capitanias serem muito extensas, Portugal opta por substituir para o regime de Sesmarias. Apesar da autonomia das capitanias e o poder local instalado nas vilas, a administração central colonial se fazia presente pelo controle de três assuntosda mais alta importância para a metrópole: tributos, comércio e forças militares. Dois séculos e meio após o descobrimento e com o Tratado de Tordesilhas por ocasião do Tratado de Madri (1750) em que Portugal e Espanha estabelecem em definitivo os limites entre os dois domínios, citando o autor “à exceção do Acre, adquirido da Bolívia em 1903 a configuração do território vem sendo praticamente amesma desde aquela época.” (COSTA, p.30)
Dando um salto na história, trataremos agora a respeito dos bastidores da independência. Como já dito, a articulação da independência do país foi feita não pela população, mas sim a partir de arranjos na Corte em torno do Príncipe Regente. Por esse motivo, esse fato não causou modificações na estrutura social e econômica do país, refletindo em umacontinuidade dos moldes coloniais. Costa ressalta que “O descontentamento das populações regionais e locais, que até então tinha como alvo os portugueses, aos poucos se dirigem também aos novos donos do poder, na verdade a antiga classe dos grandes proprietários rurais” (COSTA, p. 33). Durante toda a fase do chamado primeiro reinado até a abdicação de D. Pedro I as revoltas eclodiram colocando em prova anova ordem política e a própria concepção de unidade nacional. A partir de 1831 inicia-se um período de revoltas por praticamente todo o território nacional, dentre elas algumas merecem destaque.
Primeiramente, o autor relata o histórico da Cabanagem. Pode-se ressaltar dentro deste contexto que na província do Pará, a péssima condição de vida das camadas mais baixas da população e ainsatisfação das elites locais representavam a crise de legitimidade sofrida pelos representantes locais do poder imperial. Além disso, a relação conflituosa entre os paraenses e os comerciantes portugueses acentuava outro aspecto da tensão sócio-econômica da região.
A abdicação de Dom Pedro I e ascensão do governo regencial estabeleceram a deflagração de um movimento iniciado em 1832. Naqueleano, um grupo armado impediu a posse do governador nomeado pela regência e exigia a expulsão dos comerciantes portugueses da província. No ano seguinte, Bernardo Lobo de Sousa, novo governador nomeado, administrou o Pará de maneira opressiva e autoritária. Desta maneira, abriam-se tensões e a possibilidade de uma nova revolta provincial. Como ressalta Costa, “Em 1833 tomou posse um novo presidentede prvíncia, incumbido de colocar ordem na situação à custa da repressão. Com isso, aumentou o descontentamento e a agitação popular, em particular porque, além disso, os brasileiros pobres (índios, negros e mestiços em geral) sentiam-se traídos pelo governo regencial, já que os privilégios e desmandos dos lusitanos permaneciam intocados” (COSTA, p. 34). Assim, eclode a revolta.
Em 1835,...
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