Fichamento kant

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FICHAMENTO DA INTRODUÇÃO DO LIVRO HISTÓRIA DA FILOSOFIA MORAL DE JOHN RAWLS, organizado por Barbara Herman.

Introdução – A filosofia moral moderna, 1600 – 1800.

§ 1. Uma diferença entre a filosofia moral clássica e a moderna.

1. Separação temporal entre as filosofias clássica e moderna.
O texto começa com a localização temporal das duas filosofias. A filosofia clássica,própria da Grécia antiga, principalmente de Atenas, cujos principais filósofos são Sócrates, Platão e Aristóteles. Filosofia moderna, aquela entre os séculos XVII e XIX, mas há inclusão de autores do século XVI como Montaigne.

2. Diferenças entre filosofia moral antiga e moderna.
Os filósofos antigos focavam-se em indagar qual era o caminho mais racional para se chegar à felicidade, ou sumobem e como as condutas virtuosas relacionavam-se com esse sumo bem. Já os modernos perguntavam-se, antes de voltarem a atenção para o bem final, sobre determinações impositivas, as quais davam origem a direitos, deveres e obrigações, estudavam a razão humana.

2.1. Afirmar essa diferença não quer dizer que ela seja extremamente perceptível, pois pode vir a ser apenas uma diferença devocabulários utilizados. Tal vocabulário pode ter sido determinado por circunstâncias e uma verificação mais precisa pode equiparar os dois conceitos, como ressalta o autor no trecho seguinte:

“De fato, essa diferença pode não ser profunda de modo algum, mas simplesmente uma questão de vocabulário utilizado (...) e um exame mais atento revela que as duas famílias deconceitos expressas por esses vocabulários são equivalentes, no sentido de que quaisquer idéias morais que pudermos expressar em uma família, poderemos também expressar na outra, ainda que sem a mesma naturalidade.” (p. 4)

§ 2. O principal problema da filosofia moral grega.

1. Contexto histórico e cultural que explica os principais problemas na Grécia.
O autor coloca em pauta areligião grega, a qual era uma religião cívica de práticas sociais públicas, festas cívicas e celebrações públicas. Deveres cívicos de bom cidadão deviam ser postos em prática quando necessário. A religião não era de salvação, não havia uma obra sagrada, nem uma classe sacerdotal, além de que o descrente e o ateu eram temidos e considerados perigosos. A religião cívica era posta para manter acoesão e a conformidade social e a pólis grega era uma sociedade pequena, na qual poucos exerciam poder político, tal como mostra a passagem:

“Atenas, por exemplo, encerrava cerca de 300.000 pessoas, incluindo mulheres e crianças, estrangeiros e escravos. O número daqueles que podiam comparecer à assembléia e exercer poder político – todos os homens adultos nascidos nointerior de uma das demos reconhecidas – era de aproximadamente 35.000. A religião cívica da pólis era parte essencial de suas providências para manter a coesão e a conformidade social.” (p. 6)

2. A filosofia moral grega está contida em um contexto histórico e cultural da religião cívica de uma pólis em que o papel central é desempenhado por seus deuses e heróis.
Heróis, nobres denascimento, buscam sucesso e honra, poder e riqueza, reputação social e prestígio, não diferente de deuses, imortais, que aparecem nos poemas homéricos. Heróis e deuses procuravam alcançar seus objetivos sem visar o bem ou se importar com os outros. A filosofia clássica vem então responder uma questão que estava até então sem resposta, centralizando a idéia de sumo bem e abandonando o idealhomérico.

3. Para filósofos gregos, a idéia de sumo bem consiste na busca razoável de nossa verdadeira felicidade.
Para eles, a conduta virtuosa é vista, como um tipo de bem e devia ser colocada ao lado de outros bens da vida boa. Além disso, procuravam uma concepção de sumo bem que servisse de base justificada pela razão. A filosofia moral, que não se baseava na religião, sempre foi...
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