Fenomenologia

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Fenomenologia
Um outro exemplo de intuição intelectual é oferecido por uma corrente filosófica criada no século XX pelo filósofo alemão Edmund Husserl, a fenomenologia. Trata-se da intuição intelectual de essências ou significações.
Toda consciência, diz Husserl, é sempre “consciência de” ou “consciência de alguma coisa”, isto é, toda consciência é um ato pelo qual visamos um objeto, um fato,uma idéia. A consciência representa os objetos, os fatos, as pessoas. Essa representação pode ser de dois tipos: psicológica (isto é, empírica, variando de pessoa para pessoa e numa mesma pessoa em diferentes circunstâncias) e intelectual (quando o pensamento, sem recorrer aos dados psicológicos individuais, conhece a essência necessária do objeto, isto é, apreende de uma só vez a sua significaçãoou o seu sentido, independentemente das condições de espaço e tempo). Intuímos idéias ou significações, ou, como diz a fenomenologia, intuímos essências.
Fala-se também de uma intuição emotiva ou valorativa. Trata-se daquela intuição na qual, juntamente com o sentido ou significação de alguma coisa, captamos também seu valor, isto é, a intuição intelectual capta a essência do objeto (o que ele éou o que ele significa), e a intuição emotiva ou valorativa capta essa essência apreendendo o que ela vale (boa, má, bela, feia, justa, injusta, etc.),
A razão discursiva: dedução, indução e abdução

A intuição pode ser o ponto de chegada, a conclusão de um processo de conhecimento, e pode também ser o ponto de partida de um processo cognitivo. O processo de conhecimento, seja o que chega auma intuição, seja o que parte dela, constitui a razão discursiva ou o raciocínio.
Ao contrário da intuição, o raciocínio é o conhecimento que exige provas e demonstrações e se realiza igualmente por meio de provas e demonstrações das verdades que estão sendo conhecidas ou investigadas. Não é só um ato intelectual, mas são vários atos intelectuais internamente ligar ou conectados, formando umprocesso de conhecimento.
Um caçador sai pela manhã em busca da caça. Entra no mato e vê rastros: choveu na véspera e há pegadas no chão; pequenos galhos rasteiros estão quebrados; oca está amassado em vários pontos; a carcaça de um bicho está à mostra, indicando que foi devorado faz poucas horas; há um grande silêncio no ar, não há canto de pássaros, há ruídos de pequenos animais.
O caçador supõeque haja uma onça por perto. Ele de, então, tomar duas atitudes. Se, por todas as experiências anteriores, tiver certeza de que a onça está nas imediações, pode preparar-se para enfrentá-la: sabe que caminhos evitar, se não estiver em condições de caçá-la; sabe que armadilhas armar, se estiver pronto para capturá-la; sabe como atraí-la, se quiser conservá-la viva e preservar a espécie.
O caçadorpode ainda estar sem muita certeza se ou não uma onça nos arredores e, nesse caso, tomará uma série de atitudes para verificar a presença ou ausência felino: pode percorrer trilhas que sabe serem próprias de onça; pode examinar melhor as pegadas e o tipo de animal que foi devorado; pode comparar; em sua memória, outras situações nas quais esteve presente uma onça, etc.
Assim, partindo de indícios,o caçador raciocina para ar a uma conclusão e tomar uma decisão. Temos aí exercício de raciocínio empírico (baseado nos dados sensoriais ou na experiência sensível) e prático (um pensamento que visa a uma ação), ou seja, um exame de vários ais que permitem a alguém fazer uma inferência, isto é, tirar uma conclusão com base nos dados conhecidos.
Esse raciocínio, por ser empírico, caracteriza-sepela singularidade ou individualidade do sujeito do conhecimento ( no caso, um caçador) e do objeto do conhecimento (no caso, uma situação em que há sinais ou indícios de uma onça).
Quando, porém, um raciocínio se realiza em condições tais que a individualidade psicológica do sujeito e a singularidade do objeto são substituídas por critérios de generalidade e universalidade, temos a dedução, a...
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