Fenomenologia

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Consciência como Pressuposto do Conhecimento

No século XVII, o racionalismo pode ser definido como a doutrina que, por ocasião ao ceticismo, atribui à Razão como independente da experiência sensível, posto ser ela inata, imutável e igual em todos os homens.
A nova física de Galileu põe radicalmente me questão a concepção aristotélica do cosmo e desafia a autoridade da Igreja. A condenação deGalileu pelo Santo Ofício, em 1633, amedronta cientistas e filósofos. Descartes, ao mesmo tempo homem de ciência e crente sincero, tenta mostrar que há incompatibilidade entre as verdades da ciência e as verdades da fé cristã.
Portanto, para se fundar na certeza, o conhecimento deve começar pela busca de princípios absolutamente seguros.

Mas é preciso que esses princípios tenham duascondições: uma, que sejam tão claros e distintos que o espírito humano não possa duvidar de sua verdade quando se aplica, com atenção, a considerá-los; a outra, que seja deles que dependa o conhecimento das outras coisas, de sorte que eles possam ser conhecidos sem elas, mas não reciprocamente elas sem eles; depois disso, devemos tentar deduzir desses princípios o conhecimento das coisas que delesdependem.
Deve começar a aplicar-se à verdadeira filosofia, cuja primeira parte é a metafísica, que contém os princípios do conhecimento, entre os quais está a explicação dos principais atributos de Deus, da imaterialidade de nossas almas e de todas as noções claras e simples que estão em nós.
(Princípios da filosofia, Prefácio)

Descartes afirma que devemos rejeitar como falso tudo aquilo do qualnão podemos duvidar. Só devemos aceitar as coisas indubitáveis. O objetivo da dúvida cartesiana é encontrar uma primeira verdade impondo-se com absoluta certeza. Não atingiremos a verdade se, antes não pusermos todas as coisas em dúvida. Descartes rejeita os dados dos sentidos: por vezes eles nos enganam; rejeita também os raciocínios: por vezes nos induzem a erros. Assim, após duvidar de tudo,descobre a primeira certeza: o “Cogito, ergo sum” – “Penso, logo existo.”
Depois de esclarecer que ele existe, Descartes se pergunta: quem sou eu? Identifica o eu à alma, e a alma ao pensamento. Estabelece o primado do espírito, fazendo dele algo inteiramente distinto do corpo. È a tese do dualismo: a alma é uma substância completamente distinta do corpo.

Compreendi que eu era uma substânciacuja essência ou natureza consiste apenas no pensar, e que, para ser, não necessita de nenhum lugar, nem depende de qualquer coisa material. De sorte que esse eu, isto é, a alma, pela qual sou o que sou, é inteiramente distinto do corpo e, mesmo, que é mais simples de conhecer do que ele; e ainda que ele nada fosse, ela não deixaria de ser tudo o que é.
(Discurso sobre o método, V Parte)

Asegunda verdade descoberta por Descartes é a existência de Deus. É Deus quem garante as verdades matemáticas, permitindo-nos, por suas aplicações práticas, agir sobre o mundo: fica assegurada, também, a existência do Deus com um argumento ontológico (do grego to on, ontos: ser): por definição, o ser perfeito é aquele que possui todas as perfeições; ora, a existência é uma perfeição; logo, o serperfeito existe.
A natureza não possui profundidade nem finalidade. Ela é criada a cada instante por Deus. Se Deus existe, não pode me enganar, porque ele é perfeito. Ora, as coisas materiais ocupam sempre um espaço. Portanto, sua essência é a extensão.
A conclusão de Descartes é que possuímos três tipos de idéias: a- as idéias que nós mesmos formamos a partir do mundo exterior; b- as idéiasfactícias, isto é, feitas e inventadas pela imaginação; c- as idéias inatas que nos são dadas por Deus. O chamado “idealismo metódico” de Descartes nada mais é que a doutrina racionalista, contrária ao empirismo, que parte da certeza da existência do pensamento a fim de afirmar a existência de qualquer outra realidade e de estabelecer sua garantia pela veracidade divina.

O EMPIRISMO INGLÊS...
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