Fenomeno religioso

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1 INTRODUÇÃO


Neste textos vamos estudar a dimensão religiosa do ser humano como um fenômeno constatado pelos estudiosos da questão, como também verificável por todos os que voltam sua atenção nessa direção. Após constatarmos o fenômeno religioso presente na humanidade, passamos ao estudo propriamente sobre a religião, na busca de uma definição, os seus elementos constitutivos e possíveisclassificações. É de notar que não será nunca possível colocar um religião totalmente dentro de uma classificação, pois haverá sempre peculiaridades que ficarão sem serem contempladas.
Espero que esse item de nosso programa ajude a muitos de vocês a ampliarem sua compreensão sobre essa dimensão essencial do ser humano, e que no próximo texto tenhamos abertura para conhecermos o que rege muitaspessoas que vivem a nossa volta, e com essa compreensão possamos ampliar o círculo de nossas amizades seguros do que somos e abertos aos valores de tantas outras culturas, sem que façamos uma mistura, mas enquanto reconhecimento de muitos pontos em outras religiões que são verdadeiros valores da humanidade.




Religiões


2 A UNIVERSALIDADE DO FENÔMENO RELIGIOSO

O fenômenoreligioso é universal no tempo e no espaço. Não se conhece povo que não tenha os seus templos e suas divindades. Alguns pensadores nos mostram a universalidades deste fenômeno:


Platão: “Tira todo fundamento da sociedade quem lhe retira a religião”.

Aristóteles: “Todos os homens estão convencidos de que os deuses existem”. A respeito do céu e do mundo I, 3, 270b

Cícero: “Nãohá povo tão primitivo, tão bárbaro, que não admita a existência de deuses, ainda que se engane sobre a sua natureza”.*

Plutarco: “Podereis encontrar uma cidade sem muralhas, sem edifícios, sem ginásios, sem leis, sem uso de moedas como dinheiro, sem cultura das letras. Mas um povo sem deus, sem oração, sem juramentos, sem ritos religiosos, sem sacrifícios, tal nunca se viu”.*

Tomás deAquino: “É por uma espécie de instinto natural que o homem se sente obrigado em relação a Deus e manifestar o seu respeito ‘a sua maneira” Summa Contra Gentiles, 3,119




Feuerbach: “A religião repousa na distinção essencial entre homem e animal; os animais não têm religião. É bem verdade que os mais antigos naturalistas atribuíam ao elefante, entre outras louváveis qualidades, tambéma religiosidade, mas a religiosidade dos elefantes pertence ao reino das fábulas”. Essência do cristianismo.

Max Scheler: “Há uma lei essencial: todo espírito finito crê em um Deus ou em um ídolo[...]. A descrença em Deus, ou melhor, a alucinação persistente, que leva a por um bem similar em lugar de Deus(como o Estado, a arte, uma mulher, o dinheiro, a ciência, etc.) ou tratá-lo como sefosse um Deus, tem sempre uma causa especial na vida do homem. Se se descobre esta causa, se despoja o homem do véu que oculta à alma a idéia de Deus; se se destrói o ídolo que ele colocou entre Deus e ele mesmo, o ato religioso, que havia sido desviado, volta por si mesmo ao seu objeto adequado, formando-se a idéia de Deus”.*

Merleau-Ponty: “A religião faz parte da cultura, não como umdogma ou crença, mas como um grito”.

H.Bergson: “Houve no passado e há anda hoje sociedades humanas que não têm nem ciência, nem arte, nem filosofia, mas não existe nenhuma sociedade sem religião” As duas fontes da moral e da religião.

G. van der Leeuw: “Não há povo sem religião. No início da história não encontramos nenhum indício de ateísmo. A religião está sempre presente emtodos os lugares”




Fenomenologia da Religião

Norberto Bobbio: “O homem continua sendo um ser religioso, apesar de todos os processos de demitização, de secularização, e de todas as afirmações da morte de Deus”.

Ch. Dawson: “Através da parte mais ilustre das história humana, em todos os séculos e em qualquer estágio da sociedade, a religião foi a força central...
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