Exegese do novo testamento

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OS TROPEÇOS FALAZES NA EXEGESE
Resumo e questionário do Livro de CARSON, Donald A. Os perigos da interpretação bíblica.


















Por


Ricardo Manoel do Couto Júnior








































Curso de Bacharel em Teologia


FACULDADE CRISTÃ DE CIÊNCIAS ETEOLOGIA


2006

OS TROPEÇOS FALAZES NA EXEGESE

Resumo e questionário do Livro de CARSON, Donald A. Os perigos da interpretação bíblica.


















Por


Ricardo Manoel do Couto Júnior













TCD apresentado à disciplina EXEGESE DO NOVO TESTAMENTO, soba orientação do professor Ricardo Rios MELO, do curso de Bacharel em Teologia da Faculdade Cristã de Ciências e Teologia.










Salvador – Ba


Setembro – 2006


OS TROPEÇOS FALAZES NA EXEGESE


CARSON, Donald A. Os perigos da interpretação bíblica. 2ª Ed. São Paulo: Vida Nova, 2005. 144p. (Exegetical Fallacies)


Demaneira notável o autor expõe os perigos quanto à interpretação das escrituras, mostrando como erramos exegeticamente ao interpretar palavras isoladas de seu contexto literário e histórico, o uso indevido em alguns casos de léxicos do grego clássico já que o NT foi escrito no grego helenístico. Sendo assim, é importante observar como as mesmas palavras com que estudamos, ensinamos, e adoramos a Deuslouvando-O – em outro contexto – essas mesmas palavras podem estar blasfemando contra Ele.


Assim, parece-nos que a falácia do radical, pressupondo que toda palavra tem um significado ligado à sua forma ou seus componentes – etimologia e morfologia – ou raízes de uma palavra, determina o significado da palavra unicamente pelo seu significado etimológico e morfológico. Isso sem dúvida é umabsurdo lingüístico, pois não se pode esquecer que uma palavra, dentro de um determinado contexto e considerando que seu uso modifica-se no decorrer do tempo, pode trazer outro significado.


Evidente que o autor não sugere que o estudo etimológico e/ou morfológico seja inútil. Principalmente o etimológico, pois nos possibilita um estudo diacrônico das palavras, o estudo de línguascognatas e especialmente nas tentativas de se entender o significado das hapax legomena (palavras que aparecem apenas uma vez). Neste caso, embora a etimologia não seja o instrumento mais apropriado, nos serve a princípio.


Há também o anacronismo semântico sendo bem pior, um tipo de etimologia reversa, uma falácia do radical combinada com o anacronismo. Por exemplo, a palavra dunamiv (poder,ou milagre) interpretada por dinamite. E a obsolescência semântica, que em alguns aspectos, é reflexo do anacronismo semântico. Aqui o intérprete atribui a certa palavra um significado passado, que hoje, não é mais encontrada no campo semântico. Por exemplo, a palavra paidagogo (escravo que conduzia as crianças à escola) tornou-se posteriormente pedagogo (professor).


O cuidado de fazercitações de paralelismo de valor questionável e terminar caindo na paralelomania verbal é indispensável. Nesse tipo de falácia caíram C. H. Dodd e Rudolf Bultmann, dois grandes teólogos; a associação entre língua e mentalidade pressupondo que qualquer língua confina de tal forma os processos mentais de seus falantes; as falsas pressuposições sobre significados técnicos supondo o intérpreteerradamente que uma palavra sempre ou quase sempre tem um determinado significado técnico.


Não podemos nos esquecer das duas principais falácias: sinonímia e equivalência e análise de componentes. O objetivo teológico está ligeiramente controlando as igualdades, nivelando distinções semânticas e transgredindo níveis de significado ao comprimi-los em uma igualdade, e o resultado é que o texto...
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