Eutanasia

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CONCEITOS SOBRE O TEMA EUTANÁSIA:

O termo eutanásia deriva do grego, euthanasia, empregado pela primeira vez por Francis Bacon, em sua obra “História da vida e da morte”, designando a ciência que visa tornar a morte suave e sem dor. É neste teor que em uma definição etimológica tem o seu sentido como uma boa ou bela morte, assim sendo em seu sentido mais amplo, eutanásia significaria “ajudapara morrer”. O termo em questão não deve ser entendido como simplesmente morrer bem, ou da melhor maneira possível, mas morrer com dignidade, nobreza ou por alguma causa pela qual esteja lutando, combatendo ou apoiando (CELICO,2002).

O ATO DA EUTANÁSIA PODE SER CLASSIFCADO COMO:
Eutanásia ativa – ato deliberado de provocar a morte sem sofrimento do paciente, por fins humanitários (por exemplo,utilizando uma injeção letal);
Eutanásia passiva – quando a morte ocorre por omissão proposital em se iniciar uma ação médica que garantiria a perpetuação da sobrevida (por exemplo, deixar de se iniciar aminas vasoativas no caso de choque não responsivo à reposição volêmica);
Eutanásia de duplo efeito – nos casos em que a morte é acelerada como conseqüência de ações médicas não visando ao êxitoletal, mas sim, ao alívio do sofrimento de um paciente (por exemplo, emprego de morfina para controle da dor, gerando secundariamente, depressão respiratória e óbito).


ENQUANTO CONSENTIMENTO DO ENFERMO CLASSIFICA-SE EM :
Eutanásia voluntária – em resposta à vontade expressa do doente – o que seria um sinônimo do suicídio assistido;
Eutanásia involuntária – quando o ato é realizado contra avontade do enfermo, o que, em linhas gerais, pode ser igualado ao “homicídio”, caracterizando a eutanásia involuntária como aquela “que se pratica a uma pessoa que havia sido capaz de outorgar ou não o consentimento à sua própria morte, mas não o fez, seja por não ter sido solicitado, seja por ter rechaçado a solicitação, devido ao desejo de seguir vivendo”.
Eutanásia não voluntária – quando avida é abreviada sem que se conheça a vontade do paciente.

ARGUMENTOS PRÓ- EUTANÁSIA:
Dois são os principais pontos de apoio dos defensores da eutanásia: os princípios da qualidade de vida e da autonomia pessoal: um princípio geral, que subsume lógica e semanticamente outros princípios, mas que só é aplicável sob determinadas circunstâncias, sendo destituído, portanto, de um valor universal einatacável – que afirma também a existência de um valor para a vida, mas aplicável, tão somente, se esta é provida de um certo número e grau de qualidades histórica e sócio-culturalmente construídas e aceitas pelo titular de uma vida particular assim, a existência teria realmente um valor condicionado às percepções e concepções das sociedades secularizadas, laicas e plurais, em um tempo próprio. Acontraposição ao princípio da qualidade de vida tem a ver com a possibilidade de atos absurdos, geradores de sofrimentos insuportáveis, tão somente para sustentar uma (sobre) vida que pode ser mais um castigo do que uma dádiva. Sacralidade e qualidade de vida têm sido tratadas como princípios antagônicos e inconciliáveis.

ARGUMENTOS CONTRA EUTANÁSIA:
A eutanásia é uma temática sujeita a váriosquestionamentos, alguns de indubitável sem legitimidade.Os mais importantes argumentos contra Princípio da sacralidade da vida.Segundo esta premissa absoluta, a vida consiste em um bem – concessão da divindade ou manifestação de um finalismo intrínseco da natureza –, possuindo assim um estatuto sagrado – isto é, incomensurável do ponto de vista de todos os “cálculos” que possam, eventualmente,ser feitos sobre ela –, não podendo ser interrompida, nem mesmo por expressa vontade de seu detentor. Uma outra leitura possível da sacralidade ganha força na afirmação de que a vida é sempre digna de ser vivida, ou seja, estar vivo é sempre um bem, independente das condições em que a existência se apresente. Apesar de ser considerada uma das mais contundentes objeções à eutanásia – mormente nas...
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