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O ESTADO SEGUNDO as idéias de Hobbes, Rousseau e Locke.

Introdução
O Estado é uma organização destinada a manter, pela aplicação do Direito, as condições universais de ordem social. E o Direito é o conjunto das condições existenciais da sociedade, que ao Estado cumpre assegurar.
Numerosas e variadas teorias tentam explicar a origem do Estado, e todas elas contradizem nas suas premissas e nassuas conclusões. O problema é dos mais difíceis, porquanto a ciência não dispõe de elementos seguros para reconstituir a história e os meios de vida das primeiras associações humanas. Basta ter em vista que o homem apareceu na face da terra há cem mil anos, pelo menos, enquanto os mais antigos elementos históricos de que dispomos remontam apenas a seis mil anos.
Assim é que todas as teorias sãobaseadas em meras hipóteses. A verdade, sem embargo dos subsídios que nos fornecem as ciências particulares, permanece em volta nas brumas da era pré-histórica. Escassos são os informes que temos, por exemplo, da formação do Estado egípcio que é um dos mais antigos. Nem mesmo o bramanismo nos esclarece com dados objetivos os pródomos do Estado hindu.
Contrato social (ou contratualismo)
OContrato social indica uma classe abrangente de teorias que tentam explicar os caminhos que levam as pessoas a formar Estados e/ou manterem a ordem social. Essa noção de contrato traz implícito que as pessoas abrem mão de certos direitos para um governo ou outra autoridade a fim de obter as vantagens da ordem social. Nesse prisma, o contrato social seria um acordo entre os membros da sociedade, pelo qualreconhecem a autoridade, igualmente sobre todos, de um conjunto de regras, de um regime político ou de um governante.
O ponto inicial da maior parte dessas teorias é o exame da condição humana na ausência de qualquer ordem social estruturada, normalmente chamada de "estado de natureza". Nesse estado, as ações dos indivíduos estariam limitadas apenas por seu poder e sua consciência. Desse pontoem comum, os proponentes das teorias do contrato social tentam explicar, cada um a seu modo, como foi do interesse racional do indivíduo abdicar da liberdade que possuiria no estado de natureza para obter os benefícios da ordem política.
As teorias sobre o contrato social se difundiram entre os séculos XVI e XVIII como forma de explicar ou postular a origem legítima dos governos e, portanto, dasobrigações políticas dos governados ou súditos. Thomas Hobbes (1651), John Locke (1689) e Jean-Jacques Rousseau (1762) são os mais famosos filósofos do contratualismo.
Thomas Hobbes e o leviatã
Thomas Hobbes foi o primeiro filósofo moderno que construiu uma teoria da formação do Estado. O Leviatã é o livro mais famoso do filósofo inglês, publicado em 1651. O título do livro se deve ao monstrobíblico que habita os mares chamado Leviatã.
Hobbes é um contratualista, para ele a organização entre os seres humanos, ou seja, a sociedade, só surgiu depois de um contrato firmado pelos mesmos. Antes todos viviam em estado de guerra de todos contra todos, sem poder ou organização.
Estado de natureza segundo Hobbes
O Estado de natureza é uma situação hipotética de como os homens viveriam sem aorganização social.
Hobbes cria a noção de estado de natureza para explicar porque os homens vivem em sociedade e por que seguem as regras de convívio social.
Criando assim, um modelo hipotético para explicar isso. Para ele os homens viviam no estado de natureza, em guerra de todos contra todos, ou seja, cada um podia fazer o que queria matar, roubar, se apropriar, etc. O mundo tinha liberdade, masera muito inseguro. Cada pessoa tinha o direito de possuir todas as coisas.
O homem natural de Hobbes não é um selvagem, mas um homem sem cultura. Sem um poder para manter a ordem social seria freado todo e qualquer desenvolvimento científico, industrial, agrícola, etc. concentrando-se as atenções, apenas em manter-se vivo. Não existiriam leis, nem propriedade, todos fariam o que bem...
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