Educando a diversidade

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Trabalhando a Diversidade

Público Alvo: População em geral; Educadores Municipais, Estaduais e Particulares.
Comunidades envolvidas, lésbicas; gays; bissexuais; travestis; transexuais e transgêneros.

Abrangência: municípios interessados.

História do Projeto: Justificativa
Ao buscar compreender um tema amplo como a questão de gênero, nos deparamos necessariamente  com a  homofobia, quede forma direta representa a aversão e falta de tolerância a homossexuais. Esta representa uma questão  estrutural e estruturante de uma sociedade que temos e que gostaríamos de mudar para torná-la mais justa. Porém, este um desafio, a luta que travamos contra a homofobia, supõe sobretudo tornar-nos mais fortes do que ela. Conhecer os mecanismos sociais da homofobia não nos enfraquecer àvitimação – pelo contrário, torna-nos sujeitos mais autônomos.
Assim, a proposta do Projeto Trabalhando a Diversidade, tem sua finalidade balizada na  promoção  de valores que respeitem às diferentes orientações sexuais, ou seja, parte da prerrogativa da possibilidade de um convívio, em seu sentido positivo, numa sociedade que respeite a alteridade, enquanto condição de direito da liberdade esta, previstona Constituição Federal em seu Artigo V (parágrafo 2) (inc. 3 e 10), “são invioláveis a intimidade, a vida privada e honra dos cidadãos “.  
Para isso, a proposta deste projeto supõe o desenvolvimento de ações que promovam concretamente novos processos em sociedade para superação da discriminação, a busca de espaços de inclusão social,  com a possibilidade do “diverso”, do “diferente”,  daaceitação e respeito à multiplicidade de visões.
Conforme Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948), art. 1º - Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direito. O conjunto dos direitos humanos fundamentais compreende valores essenciais à vida democrática, tais como: respeito à diversidade étnico-racial, de gênero e cultural, participação, igualdade, liberdade, tolerância,diálogo, solidariedade, desenvolvimento e justiça social, bem como o pleno desenvolvimento do indivíduo.

Dados da Organização das Nações Unidas para a Educação, às Ciências e a Cultura (Unesco), publicados em 2004 através do estudo Juventudes e Sexualidade realizado em 14 capitais brasileiras, indica, entre outros tópicos, que cerca de 27% dos(as) educandos(as) não gostariam, por exemplo, em terum(a) colega de classe homossexual, 60% dos(as) educadores(as) não sabem como abordar a questão em sala de aula e 35% dos pais e mães não apóiam que seus filhos(as) estudem no mesmo local que gays e lésbicas. Esses dados comprovam a existência da homofobia nas Escolas do Brasil e alertam para a necessidade de criar projetos que trabalhem com os temas diversidade e sexualidade desde o ensinofundamental, envolvendo professores(as), pais, mães, educandos(as) e funcionários(as). Com vistas a estas informações , através deste projeto, em parceria com a Saúde e Educação, implementar ações que levem o conhecimento ao público alvo de forma a sensibilizá-los de como tratar essas pessoas. Por outro lado o projeto prevê levar informação e formação a educadores, de modo que eles sejam protagonistase multiplicadores na promoção da não discriminação por orientação sexual em todas as suas áreas de atuação. *( Lei das Diretrizes e bases da Educação – 1996. Art 2º e Art. 3º).
Essa perspectiva é uma luta que aposta em ações para mudanças significativas de uma sociedade que produz historicamente suas violências, as mazelas e exclusões sociais. É uma luta por dignidade de sujeitos, “Por cadahomossexual que se suicida, por cada um/a que sofre em silêncio e solidão as suas próprias contradições, por cada jovem expulso de casa dos pais por amar quem ama, por cada pessoa que pela sua orientação sexual perde o emprego, ou não encontra, ou passa anos a ver os colegas passarem-lhe à frente na carreira, por cada agressão e cada insulto, por cada artigo homofóbico nos jornais, por cada...
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