Economia Política

480 palavras 2 páginas
O homem enquanto ser natural, fruidor dos sentidos físicos e sublimado pelo amor sexual, colocava-se no centro da natureza e devia voltar-se para si mesmo. Estava, porém, impedido de fazê-lo pela alienação religiosa. Tomando de Hegel o conceito de alienação, Feuerbach invertia os sinais. A alienação, em Hegel, era objetivação e, por conseqüência, enriquecimento. A Idéia se tornava ser-outro na natureza e se realizava nas criações objetivas da história humana. A recuperação da riqueza alienada identificava Sujeito e Objeto e culminava no Saber
Absoluto. Para Feuerbach, ao contrário, a alienação era empobrecimento. O homem projetava em Deus suas melhores qualidades de ser genérico (de gênero natural) e, dessa maneira, a divindade, criação do homem, apropriava-se da essência do criador e o submetia. A fim de recuperar tal essência e fazer cessar o estado de alienação e empobrecimento, o homem precisava substituir a religião cristã por uma religião do amor à humanidade.
Causador de impacto e recebido com entusiasmo, o humanismo naturista de Feuerbach foi uma revelação para Marx. Apetrechou-o da visão filosófica que lhe permitia romper com Hegel e transitar do idealismo objetivo deste último em direção ao materialismo. Não obstante, assim como nunca chegou à plenitude de hegeliano, tampouco se tornou inteiramente feuerbachiano. Apesar de jovem e inexperiente, era dotado de excepcional inteligência crítica, que o levava sempre ao exame sem complacência das idéias e das coisas. Ao contrário de Feuerbach, que via na dialética hegeliana apenas fonte de especulação mistificadora, Marx intuiu que essa dialética devia ser o princípio dinâmico do materialismo, o que viria a resultar na concepção revolucionária do materialismo como filosofia da prática.
Entre 1842 e 1843, Marx ocupou o cargo de redator-chefe da
Gazeta Renana, jornal financiado pela burguesia. A orientação liberal do diário impôs-lhe freqüentes atritos com a censura prussiana, que

Relacionados

  • Economia política
    1742 palavras | 7 páginas
  • Economia Politica
    1859 palavras | 8 páginas
  • Economia Política
    372 palavras | 2 páginas
  • Economia politica
    773 palavras | 4 páginas
  • Economia Política
    502 palavras | 3 páginas
  • Economia politica
    353 palavras | 2 páginas
  • economia politica
    864 palavras | 4 páginas
  • economia politica
    1547 palavras | 7 páginas
  • Economia e politica
    291 palavras | 2 páginas
  • Economia politica
    2098 palavras | 9 páginas