Economia brasil 2a guerra mundial

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1. A ECONOMIA BRASILEIRA NA IIª GGM E AS CONSEQUÊNCIAS DIRETAS DA GUERRA
As consequências da IIª GGM (1939-1945) para o Brasil podem ser traçadas até o período atual. Como todo evento de choque na economia internacional, uma Guerra tem como característica básica alterar a estrutura dos países, mesmo aqueles que não tenham se envolvido diretamente com ela. De todo modo, o objetivo deste capítuloé traçar somente as consequências diretas da IIª GGM para a economia brasileira. Para tanto, serão tratados os governos que antecedeu, conteve e sucedeu a Guerra. No terceiro capítulo haverá espaço para discussão sobre as consequências mais tardias da IIª GGM, que poderão ser analisadas a partir de algumas tabelas sobre a evolução da economia do Brasil.
O período entre os anos 1900 e 1930compreendeu o apogeu e o declínio da hegemonia britânica, em que o mercado internacional era dominado pelo padrão libra-ouro (ABREU, 1990). Sob esse regime, a taxa de câmbio era fixa, o que significa que a libra – moeda britânica – era conversível em ouro a uma taxa de câmbio fixa. Naquele momento, ainda prevalecia o padrão ouro, o que significava que os países necessitavam de ter ouro em suas reservaspara que pudessem emitir a moeda nacional. Este mesmo período correspondeu a mudanças na política econômica e nas formas de organização do Estado, que levaram à Revolução de 1930. Até então, a política econômica era guiada de acordo com os interesses dos cafeicultores, uma vez que esse era o principal produto da base de exportação brasileira. O advento da Iª GGM (1914-1918) causou umestrangulamento do comércio mundial, visto que os países participantes do conflito têm suas economias assoladas, o que permitiu que o Brasil desse os primeiros passos rumo à industrialização, passando, assim, de uma economia rural para uma economia urbana (ABREU, 1990).
A década de 1920 representa bem o que esse período significou para a economia brasileira. A política econômica contracionista – que tem porobjetivo reduzir o crescimento da produção do país e da renda, para reduzir o consumo e, assim, reduzir a inflação – aliada aos esforços do governo de defender os cafeicultores agravou o endividamento externo do país, que contava com empréstimos de outros países para controlar suas contas. A economia mundial já via sinais da crise financeira que ocorreria no final da década, o que reduziu asajudas financeiras (ou o fluxo de capital) para o país e também reduziu suas importações do café brasileiro. Isso, aliado às super safras do café nos anos de 1928/1929, levou ao colapso do sistema de financiamento do produto pelo governo (ABREU, 1990). Com isso, a conta do balanço de pagamentos, que organiza todas as dívidas e os créditos que o país possui com o resto do mundo através de suas relaçõeseconômicas, ficava deteriorada – ou seja, o país estava devendo cada vez mais -, o que dificultou o acúmulo de reservas para poder emitir moeda e manter o câmbio fixo – como era determinado pelo padrão ouro-libra prevalecente.
Abre-se aqui um parêntese somente para fins de melhor compreensão do texto, seguindo, portanto, uma explicação sobre o balanço de pagamentos. O balanço de pagamentos de umpaís representa todas as transações efetuadas entre este e o resto dos países do mundo. É composto por duas contas principais: a conta corrente e a conta de capitais (LOPES & VASCONCELLOS, 2008). A conta corrente é dividida em balança comercial, cujo saldo representa o saldo dos movimentos comerciais de exportação e importações do país; e balança de serviços, que engloba todos os movimentosreferentes às transações envolvendo serviços prestados entre países, além dos pagamentos e recebimentos de juros, lucros e dividendos. A conta de capitais, por sua vez, representa o saldo dos movimentos de capitais entre os países, movimentos estes que se dão por meio de investimentos diretos, fluxos de capitais especulativos de curto prazo, realização de empréstimos e financiamentos, entre outros....
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