Ditadura militar no brasil

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TORTURA E VIOLÊNCIA POR MOTIVOS POLÍTICOS NO REGIME MILITAR NO BRASIL. Adriana Cristina Borges (Ciências Sociais / Universidade Estadual de Londrina)1 Prof. Dr. Luiz Antônio Cabello Norder (Universidade Estadual de Londrina)2 Palavras - chave: Ditadura, violência e direitos humanos. 1 INTRODUÇÃO O período militar ocorreu no Brasil no período de 1964 a 1984. O golpe dá aos militares um imensopoder. Nesta época, houve por um lado, a manifestação formal do regime militar nos Direitos Humanos, e por outro lado, inúmeras práticas foram adotadas com violência e tortura contra as pessoas que se mostravam detentoras de uma conduta negativa em relação ao regime. Em nome da “segurança nacional” e do combate à “subversão comunista”, milhares de pessoas foram torturadas e mortas. Muitas delasdesapareceram sem deixar rastros e notícias. Os militares utilizaram muitos meios para que esta repressão militar atingisse o seu objetivo. A crise que levou ao golpe de 64 começa com a renúncia do presidente Jânio Quadros em julho de 1961, após sete meses de governo. Devido a sua política, que se mostrava de esquerda para os políticos que eram contra o Comunismo, Jânio perdeu o apoio político queprecisava para se manter no governo.
A sua política externa foi um exemplo. Defendeu com vigor o direito de autodeterminação de Cuba, no momento exato em que os Estados Unidos precisavam de aliados – principalmente do Brasil – para liquidar o regime cubano. Usou e abusou do discurso de independência, conquistando o respeito pela soberania da sua política externa. [...] Não ficou só nas palavras:reatou relações diplomáticas com os países do leste europeu; mandou representantes às conferências de Cairo e Belgrado, defendendo

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Graduanda do curso de Ciências Sociais. Professor do Centro de Letras e Ciências Humanas, Departamento de Ciências Sociais.

posições hostis aos Estados Unidos: e, talvez o mais importante, apoiou o ingresso da China Popular na ONU (Organização das NaçõesUnidas). Com o presidente Frondizi, da Argentina, tentou formar uma frente para resistir à ingerência dos Estados Unidos na política dos países sulamericanos. Recusou as pressões de enviados do governo norte americano (Adolf Berle e Moors Cabot) para ‘amenizar’ sua política externa. Convidou o governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola (na época, uma espécie de ‘demônio’ para a direita), paraintegrar a missão brasileira na conferência de Punta Del Este. Defendeu a libertação dos povos africanos, opondo-se a política imperialista de Portugal, apoiada pelos Estados Unidos. Finalmente, Condecorou o astronauta soviético Iúri Gagárin e, culminando, fez o mesmo com Che Guevara, o símbolo da Revolução Cubana (CHIAVENATO, 1997, p. 10).

Seu vice João Goulart assumiu a presidência depois demuitos conflitos, pois também não era visto com bons olhos pelos mesmos que forçaram Jânio Quadros à renúncia. As reformas que João Goulart trouxe ao seu governo assustaram as elites. Em março de 1964, depois de rebeliões, da perda da sustentação popular e da perda do apoio dos políticos, militares e políticos de direita se unem e derrubam o governo de João Goulart, e instauram uma ditadura militarque cuidou rapidamente de desprezar os políticos e as instituições. O regime militar degenerou-se em um sistema repressivo, que cuidou de levar a violência para todos os segmentos considerados de oposição. 2 O FORTE APOIO AMERICANO É importante lembrar a tensão internacional desta época. No cenário político internacional acontecia a Guerra Fria. Estados Unidos da América versus URSS, ou “mundolivre” versus comunismo. Os Estados Unidos na intenção de conter o comunismo na América Latina, afirmava que a democracia era incapaz de evitar a eclosão deste tipo de regime. Este foi o álibi usado para justificar os golpes militares. A influência norte-americana no golpe militar do Brasil foi determinante. No fim do governo de João Goulart:
Havia a pressão dos sindicatos pelas reformas de base, a...
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