Direito constitucional

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3º Período de Direito Noturno - FAMIG.






O SERMÃO DO BOM LADRÃO
Pe. Antônio Vieira










Integrantes do Grupo:
Diego de Messias Andrade
Sandra Lima Teixeira
Rosana Oliveira


















Belo Horizonte, 20 de março de 2012






O SERMÃO DO BOM LADRÃO.




“Deveriam ter aprendido com o próprio filho de “Deus”, “Jesus Cristo”. Quereis deveriam levar consigo ao paraíso os ladrões, não só não é companhia indecente, mas ação tão gloriosa e verdadeiramente real, que com ela coroou e provou o mesmo Cristo a verdade do seu reinado, tanto que admitiu na cruz o título de rei.
Mas o que vemos praticar em todos os reinos do mundo é, em vez de os reis levaram consigo os ladrões ao paraíso, os ladrões são os que levam consigo osreis ao inferno”.






Analise critica do Sermão do Pe. Antônio Vieira com a atualidade, existe muita diferença?


Pode-se encontrar neste sermão, o mesmo desejo encontrado no amago da sociedade, que aproveita momentos oportunistas de declarar seus anseios diante de seus governantes aqueles que não olham as necessidades, pelo contrario se aproveitam das oportunidades para se enriquecer.Na pregação descrita pelo padre, ele expõe aos seus governantes seus pecados, suas ações e omissões ilícitas, assim como hoje o povo se utiliza por meio da internet e da liberdade de expressão digital para denunciar escândalos, mensalões e vários tipos de fraudes entre os representantes do povo.


Quem é o bom é o mau Ladrão.


Observamos no trecho abaixo retirado do sermão do PadreAntônio Vieira lições importantes que os nobres deveriam ter aprendido com o próprio filho de “Deus” “Jesus Cristo”. Que reis deveriam levar consigo ao paraíso os ladrões, não só não é companhia indecente, mas ação tão gloriosa e verdadeiramente real, que com ela coroou e provou o mesmo Cristo a verdade do seu reinado, tanto que admitiu na cruz o título de rei.
Mas o que vemos praticar em todos osreinos do mundo é, em vez de os reis levaram consigo os ladrões ao paraíso, os ladrões são os que levam consigo os reis ao inferno, esta verdade ainda hoje pode ser vista no meio dos governantes do povo, ou seja eles ainda não apreenderam tal lição deixada aos nobres e políticos que foram estabelecidos sobre o povo como seus representantes legítimos, os quais mesmo sendo da nobreza ou da realezanão deixam de sofre as influencias do Direito Positivo. Podemos observar também como o Padre Antônio Vieira, procurou basear-se em pensadores importantes como São Tomaz de Aquino e Santo Agostinho, para impor as leis de “Deus” sobre aqueles que estavam acima da lei dos homens. Podemos ver também um questionamento de um dos ladrões a um nobre, ou seja, ao Imperador ‘’Alexandre em uma poderosa armadapelo mar Eritreu a conquistar a Índia; e como fosse trazido à sua presença um pirata, que por ali andava roubando os pescadores, repreendeu-o muito Alexandre de andar em tão mau ofício: porém ele, que não era medroso nem lerdo, respondeu assim: Basta, senhor, que eu, porque roubo em uma barca, sou ladrão, e vós, porque roubais em uma armada, é imperador? Assim é. O roubar pouco é culpa, o roubarmuito é grandeza: o roubar com pouco poder faz os piratas, o roubar com muito, os Alexandres. Mas Sêneca, que sabia bem distinguir as qualidades e interpretar as significações, a uns e outros definiram com o mesmo nome: Eodem loco ponem latronem, et piratam quo regem animum latronis et piratae habentem. “Se o rei de Macedônia, ou de qualquer outro, fizer o que faz o ladrão e o pirata; o ladrão, opirata e o rei, todos têm o mesmo lugar, e merecem o mesmo nome”.

Entende-se que o Padre Antônio Viera demonstra em seu sermão grande preocupação com temas de caráter social e de dimensão política. Aplicando alegoricamente a figura de Alexandre Magno, grande conquistador do mundo antigo, com a do pirata saqueador, evidenciando assim sua crítica aos valores morais e sua visão...
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