Dieta hospitalar

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INTRODUÇÃO
Segundo Augusto (2005), a alimentação do indivíduo deve ser adequada ao seu estado nutricional corrente, quer seja para manter ou para recuperar sua condição nutricional ou ainda, como coadjuvante para retirada de um estado patológico. A manutenção de um organismo saudável requer um plano alimentar para este fim. Quando isto não ocorre, o organismo busca por mecanismos adaptativospara continuar a funcionar normalmente. Entretanto, o organismo enfermo, possui ajustes de adaptação limitados e, caso não receba os nutrientes dos quais necessita adequadamente, ocorrerão conseqüências que se aliarão ao seu estado patológico, agravando ainda mais sua situação. Neste contexto, Augusto (2005) afirma que o processo de alimentação torna-se uma medida terapêutica - e não mais somente ummeio de saciar a fome – baseada em princípios de dietoterapia.


CONCEITO

Considera-se dieta ou regime alimentar um conjunto sistematizado de normas de alimentação de um indivíduo, seja ele saudável ou enfermo. Augusto (2005) conceitua dieta como o padrão alimentar do indivíduo, diferentemente de cardápio, que compreende a tradução culinária das preparações e da forma de apresentação dasrefeições e alimentos. Com base nestes conceitos, traduz-se dietoterapia, as dietas empregadas à pacientes enfermos, conforme sua patologia. A alimentação considera, não só sua patologia, mas também todas as condições em que se encontra o indivíduo, tais como estado físico, nutricional e psicológico. Características como esta, podem receber dietas diferentes, mesmo que alguns princípios sejamidênticos.

Segundo esta definição, torna-se possível diferenciar uma alimentação normal e uma alimentação especial. Augusto (2005) diz que “a alimentação normal é aquela balanceada em nutrientes, de fácil preparação, de apresentação agradável, adequada a indivíduos sadios e àqueles doentes que não necessitam de nenhum tipo de modificação na sua dieta em virtude da patologia [...]. A alimentaçãoespecial, apesar de seguir as mesmas normas da alimentação normal [...] apresenta modificações em suas características organolépticas, físicas e químicas para melhor atender as necessidades do indivíduo enfermo.” Vale ressaltar que tais modificações são feitas segundo alguns critérios.


[pic]PRESCRIÇÃO DA DIETA A formulação da dieta procede alguns princípios básicos como:
Hábitos de alimentação;Cultura; Nível sócio-econômico do paciente. Histórico clínico da patologia em questão; Estado anatômico do Trato gastrintestinal (TGI); Fornecimento de todos os nutrientes essenciais; e Evolução sinérgica entre o plano alimentar e estado clínico.

Uma vez conhecida a patologia, realiza-se a avaliação nutricional através de anamnese alimentar, exames antropométricos, clínicos e laboratoriais,objetivando detectar deficiências nutricionais. Feito, determina-se então o peso adequado e as necessidades calóricas para o indivíduo, bem como as quantidades absolutas e relativas dos macronutrientes. Calcula-se então, o plano alimentar, através de tabelas de composição química dos alimentos, adequando-o ás necessidades requeridas.

Para Augusto (2005), o esclarecimento dos processos da terapiadietética ao paciente – em caso de pacientes conscientes – faz com que este se sinta, também, responsável pelo seu tratamento.


REFEIÇÕES As dietas são dividias em seis refeições, que são:

Desjejum: refeição servida no início da manhã para interromper o jejum.

Colação: refeição servida durante a manhã entre o desjejum e o almoço.

Almoço: grande refeição servida por volta das 12horas.Lanche: pequena refeição servida durante a tarde.

Jantar: grande refeição servida no início ou meio da noite.

Ceia: pequena refeição servida aproximadamente 2horas após o jantar e antes do indivíduo dormir.

SABOR A dieta pode ter sabor doce, salgado, misto, suave ou moderado, intenso ou excitante. Devem-se evitar altas concentrações de açúcar, sal ou ácidos; condimentos podem ser...
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