Diabetes mellitus

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CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM









DIABETES MELLITUS















UNIFENAS








HIPERTENSÃO E DIABETES MELLITUS





Trabalho apresentado
para complementação da pontuação
necessáriapara aprovação na
disciplina de Saúde do Adulto.









VARGINHA,






Introdução

O diabetes mellitus (DM) é uma doença universal, que afeta populações de
vários países, tornando-se um grave problema de saúde pública, devido sua alta
prevalência e elevada taxa demorbimortalidade (BRASI, 1993). Em 1900 esta doença
ocupava o 27º lugar entre as causas de morte, atualmente ocupa o 8º lugar. (FIOCRUZ,
1998)
No Brasil, estima-se que existam cerca de 5 milhões de diabéticos, dos quais
50% desconhecem sua condição de doente e seu diagnóstico é feito ao apresentarem uma
complicação crônica e irreversível da doença. (BRASIL, 1993)
O coeficiente de mortalidade para o Brasil é de9,45/100 mil habitantes.
Estima-se que 3 a 5% da população seja diabética, sendo que 90% não são dependentes de
insulina, 5 a 10% são insulino dependentes e 2% dos casos são secundários ou associados.
(FIOCRUZ, 1998)
Estimando-se que em 2025 possam existir cerca de 11 milhões de diabéticos
no país e com vistas à redução da morbimortalidade relacionada a esta doença, o
Ministério da Saúde realizouem 2001, a Campanha Nacional de Detecção de Suspeitos de
Diabetes Mellitus, instituída pela Portaria GM n º 235/2001. Teve como alvo à população
com idade igual ou superior a 40 anos de idade, usuária do Sistema Único de Saúde (SUS),
os resultados confirmaram a prevalência de 8% no país. (BRASIL, 2001)
A morbimortalidade da doença vincula-se não somente as descompensações
metabólicas agudas quepodem ocorrer, mas muito mais às complicações crônicas cujo
desenvolvimento e gravidade se relacionam à duração do diabetes, à presença de
hipertensão arterial, ao mau controle glicêmico, ao tabagismo, ao sedentarismo, entre
outros fatores. A retinopatia e a nefropatia são causas freqüentes de cegueira e
insuficiência renal. Mortes por cardiopatia isquêmica ou doença cérebro vascular estão
associadasa macroangiopatia diabética com instalação de arteriosclerose. A neuropatia
diabética talvez seja a complicação crônica mais comum desta doença, manifestando-se de
forma variada. (SOUZA,1997)
Esses fatores tornam os pacientes diabéticos particularmente vulneráveis aos
problemas do pé e da perna. (KOZAK, 1996)
Os dados epidemiológicos apontam que o pé diabético é responsável por 50
a 70 % dasamputações não traumáticas de membros inferiores e 15 vezes mais freqüentes
entre diabéticos, além de concorrer com 50% das internações hospitalares. Geralmente, a
neuropatia diabética (ND) atua como fator permissivo para o desenvolvimento das úlceras
nos pés, através da insensibilidade e, principalmente, quando associada a deformidades. As
úlceras complicam-se quando associadas à doença vascularperiférica (DVP),
documentando-se a presença de gangrena em 50 a 70% dos casos, com infecções presentes
em torno de 20 a 50 % das lesões, precedendo a 85% das amputações de membros
inferiores. (BRASIL, 2001)
Dessa maneira, as amputações de extremidades inferiores constituem-se
num importante problema de saúde pública devido à freqüência com que ocorre e
principalmente pela incapacidade que provoca,tempo de hospitalização com tratamento de
custo elevado, gerando repercussões de ordem social e psicológica para os pacientes,
podendo trazer muitas alterações no que diz respeito à qualidade de vida destas pessoas e
de seus familiares. Substancial proporção de amputações poderia ser prevenida com
cuidados apropriados de saúde simples e de baixo custo. Alguns estudos reportam uma
redução entre 44...
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