Desenvolvimento pessoal e profissional

Páginas: 458 (114307 palavras) Publicado: 29 de março de 2012
QUANDO NIETZSCHE CHOROU ROMANCE DA OBSESSÃO

Irvin D. Yalom Tradução de Ivo Korytowski Do original: When Nietzsche wapt Copyright (c) 1992 by Irvin D. Yalom Published by Basic Books, a division of HarperCoIlins Publishers, Inc. [Edição original: ISBN 0-06-097550-41 (c)1995, Ediouro S.A. Todos os direitos reservados e protegidos pela Lei 5.988 de 14/12/73. Capa Carol Sá Editoração EletrônicaDTPhoenix Editorial Projeto Gráfico Ediouro S.A. CIP-Brasil. Catalogação-na-fonte Sindicato Nacional dos Editores de Livros, RJ Y17p Yalom, Irvin D., 1931Quando Nietzsche chorou: romance da obsessão / Irvin D. Yalom; tradução de Ivo Korytowski. - Rio de Janeiro: Ediouro, 1995. Tradução de: When Nietzsche wept ISBN 85-00-92881-6 1. Ficção norte-americana, l. Título. 95-1009 CDD-813 CDU - 820(73)-3 Irvin D Quando Hietzsche chorou: romance da obsessão 813.5/Y19/SHE 130166261/95) EDIOURO S.A. (SUCESSORA DA EDITORA TECNOPRINT S.A.) SEDE: DEP.TO DE VENDAS E EXPEDIÇÃO RUA NOVA JERUSALÉM. 345 - RJ CORRESPONDÊNCIA: CAIXA POSTAL 1880 CEP 20001-970 - Rio DE JANEIRO - RJ TEL: (021) 260-6122 - FAX: (021) 280-2438

Ao círculo de antigos que me ajudaram no correr dos anos: Mortjay, Herb, David,Helen,John, Mary, Saul, Catby, Larry, Carol, Rollo, Harvey, Rulhellen, Stina, Herant, Bea, Maríanne, Bob, Pat. À minha irmã,Jean e à minha melhor amiga, Marilin. Alguns não conseguem afrouxar suas próprias cadeias e, não obstante, conseguem libertar seus amigos. Você tem que estar preparado para se queimar em sua própria chama: como se renovar sem primeiro se tornar cinzas? Assim falou Zaratustra CAPÍTULO 1
O CARRILHÃO DE SAN SALVATORE invadiu o devaneio de Josef Breuer. Puxou o pesado relógio de ouro do bolso do colete. Nove horas. Novamente, leu o pequeno cartão de borda prateada recebido no dia anterior.

21 de outubro de 1882 Doutor Breuer, Preciso vê-lo para um assunto da maior urgência. O futuro da filosofia alemã está em jogo. Encontre-me amanhã cedo às nove horas no CaféSorrento. Lou Salomé

Um bilhete impertinente! Havia anos ninguém o abordava com tanta semcerimônia. Ele não conhecia nenhuma Lou Salomé. Nenhum remetente no envelope. Nenhuma forma de informar a essa pessoa que nove horas era inconveniente, que a Sra. Breuer não gostaria de tomar o café da manhã sozinha, que o Dr. Breuer estava de férias e que não estava interessado em "assuntos urgentes" - aliás, oDr. Breuer viera a Veneza precisamente para se livrar de assuntos urgentes. Não obstante, lá estava ele no Café Sorrento às nove horas em ponto, esquadrinhando os rostos ao seu redor e se perguntando qual deles poderia ser a impertinente Lou Salomé. - Outro café, senhor? Breuer anuiu com a cabeça para o garçom, um rapaz de treze ou quatorze anos e de cabelos pretos, lisos e úmidos, penteados paratrás. Quanto tempo durara seu devaneio? Consultou novamente o relógio. Outros dez minutos de vida

desperdiçados. E desperdiçados em quê? Como de hábito, devaneara sobre Bertha, a bela Bertha, sua paciente nos últimos dois anos.

Estava recordando sua voz provocante: "Doutor Breuer, por que tem tanto medo de mim?" Lembrou suas palavras quando lhe dissera que deixaria de ser seu médico:"Aguardarei. Você sempre será o único homem em minha vida." Ele se censurou: "Pelo amor de Deus, pare! Pare de pensar! Abra os olhos! Veja! Deixe o mundo entrar!" Breuer ergueu sua xícara, inalando o aroma do saboroso café junto com profundas inspirações do frio ar veneziano do mês de outubro. Volveu a cabeça e olhou ao redor. As outras mesas do Café Sorrento estavam repletas de homens e mulheres quefaziam o desjejum - na maioria, turistas, e quase todos de meiaidade. Muitos seguravam o jornal com uma das mãos e a xícara de café com a outra. Para além das mesas, viam-se nuvens de pombos azul-cinza que esvoaçavam e mergulhavam. As águas paradas do Grand Canal, brilhando com os reflexos dos grandes palácios alinhados nas suas margens, eram perturbadas somente pela esteira ondulante de uma gôndola...
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