Descartes, metafisica da modernidade

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  • Publicado : 21 de novembro de 2012
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INTRODUÇÃO

Desde a antiguidade, o homem usa os mitos e as lendas para poder explicar o desconhecido, essas “falsas” histórias serviam para manter viva a cultura de um povo,propagando a tradição para as gerações futuras, antes, esses contos eram passados oralmente, por isso, sofriam muitas variações. Havia sempre alguém que acrescentasse ou cortasse alguma coisa, mas através desse processo,ainda existe, em pleno século XXI, histórias milenares que conseguiram sobreviver ao tempo, mostrando que o homem é capaz de pensar e de guardar na memória tudo aquilo que foi pensado.
Com a invenção da escrita, obra também da imaginação humana, pôde-se deixar registrado toda espécie de pensamento humano, fato este que nos permite compreender, de certa forma, como pensavam os nossos ancestrais.
Oobjetivo desse artigo é fazer uma breve reflexão sobre um dos maiores atributos do corpo humano: o pensamento, sem o qual nada do que existe ou sabemos seria possível, para isso, tomaremos como base, os argumentos de um dos maiores filósofos franceses da Modernidade, René Descartes, que dizia ser o pensamento, uma coisa da qual não podemos duvidar, que nos pertence e não pode ser separado de nós.DESENVOLVIMENTO

Em seu livro, Meditações Metafísicas, Descartes tem como objetivo desvencilhar-se das várias opiniões que recebera desde os seus primeiros anos, opiniões estas que pudesse ser classificadas como certa e indubitável, para isso, ele inicia suas meditações colocando todas as coisas em dúvida, na realidade, ele tenta, todavia não é tarefa fácil olhar como falso, algo que até omomento tínhamos como verdadeiros, disse, “o menor motivo de dúvida que eu nela encontrar, bastará para me levar a rejeitar todas”. Para levar adiante suas meditações, Descartes tenta fazer com que surja em si uma dúvida hiperbólica, exagerada e radical, assim, ele utiliza três argumentos que deveriam ser analisados minuciosamente , para que pudesse adquirir uma certeza, o primeiro argumentocartesiano fala dos erros dos sentidos, para ele é de prudência nunca se fiar inteiramente em quem já nos enganou uma vez, entretanto, o argumento dos sentidos é insuficiente para nos fazer duvidar sistematicamente das coisas, por exemplo, quando observamos um objeto à distância, muitas vezes temos dúvida do que realmente seja, para Descartes, se nós formos enganados uma vez pelos sentidos, basta paraque seja o argumento totalmente descartado.
O segundo argumento é o dos sonhos, Descartes muitas vezes fora enganado, por não ter como distinguir a vigília do sono, tal argumento seria plausível se não fosse a limitação de permitir pôr em dúvida algumas coisas, como noções de quantidade, espaço, tempo, entre outros, um quadrado, por exemplo, quer estejamos dormindo ou acordado, terá semprequatro lados, e três mais quatro dará sempre sete quando somados.
O terceiro argumento é a hipótese de existir um Deus enganador, tal argumento foi substituído mais tarde pelo argumento de um Gênio Maligno, se esse Deus ou Gênio é muito poderoso, isso significa que ele poderia nos enganar na hora que bem entendesse. É exatamente nesse argumento, que Descartes descobre uma de suas maiores certeza: a deque pensamos. Esta é, para Descartes, uma das maiores certezas, pois ainda que exista um ser sobrenatural , que fizesse de tudo para nos enganar, ainda restaria a certeza de que ao menos nós pensamos, vejamos o que diz Descartes:
“Existe, porém, uma coisa de que não posso duvidar, mesmo que o demônio queira sempre me enganar. Mesmo que tudo o que penso seja falso, resta ainda a certeza de que eupenso. Nenhum objeto de pensamento resiste à dúvida, mas o próprio ato de duvidar é indubitável”.
Assim, Descartes conclui que o poder de pensar não podem ser corrompidos pelo Gênio Maligno, ele pode duvidar de tudo, mas tem a certeza de que estaria em algum lugar, pensando, duvidando, somos coisas que pensa.
Como foi descrito anteriormente, o pensamento é um dos maiores atributos do corpo...
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