Dengue

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INTRODUÇÃO

Neste Memorial,tentarei contar um pouco da trajetória da minha vida: as alegrias,tristezas,medos,desafios,superação.São esses sentimentos que permeiam as minhas experiências;afinal,”nem só de alegria vive o homem.”
Certamente,este curso é o início de uma grande caminhada em minha vida.Haverá lutas e sacrifícios que me fortificarão.
Superar osdesafios,buscar conhecimentos,crescer profissionalmente,concretizar sonhos...ser um aprendiz permanente,um construtor de sentidos e de sonhos, um cooperador e,sobretudo,um organizador da aprendizagem

CANÇÃO Óbvia
(Paulo Freire)

Escolhi a sombra desta árvore para
Repousar do muito que farei,
Quem espera na pura espera
Vive umtempo de espera vã
Por isso enquanto te espero
Trabalharei os campos e
Conversarei com homens.
Suarei meu corpo,que o sol queimará;
Minhas mãos ficarão calejadas;
Meus olhos verão o que antes não viam,
Enquanto esperarei por ti.
Não te esperarei na pura espera
Porque meu tempo de espera é um
Tempo de quefazer
Desconfiarei daqueles que virão dizer-me,
Em voz baixa e precavidos:
É perigoso agir
Éperigoso falar
É perigoso andar
É perigoso esperar,na forma que esperas,
Porque esses recusam a alegria de tua chegada.
Desconfiarei também daqueles que virão dizer-me,
Com palavras fáceis,que já chegaste,
Porque esses ao anunciar-te ingenuamente,
Antes te denunciarem.
Estarei preparando a tua chegada
Como o jardineiro prepara o jardim
Para a rosa que se abrirá na primavera

DesenvolvimentoMeu nome é Eliana Alves Rodrigues,tenho 35 anos,sou casada e mãe de dois filhos que são a razão da minha vida.Filha de pequenos agricultores de quem sempre escutei: “estude!É o único bem que poderemos te dar.”Minha história começa no meio rural onde passei parte de minha infância,tudo que aprendi nesse período pode ser traduzido no poema de Paulo Freire”Canção Óbvia”;pois ,além da minha formaçãoem Contabilidade e Magistério,é da convivência com o meio rural e com a escola,que construo a minha identidade profissional de professora,de educadora e de idealista.
“Escolhi a sombra desta árvore para
Repousar do muito que farei.”
A Infância...a roça....a escola...
Nasci na cidade de Campo Belo,no ano de 1978.Meus pais sempre residiram emuma comunidade rural chamada Arrudas,município de Candeias,morávamos pertinho de minha avó paterna.Cultivavam a lavoura e me ensinavam o sentido da palavra “coletividade”:cada agricultor tinha sua propriedade,mas era costume a organização dos chamados “mutirões”:todos se reuniam para ajudar na roça de uma determinada família.
Na comunidade de Arrudas também muito aprendi nas celebrações,nasfestas,nos mutirões,todos se ajudavam em benefício do bem comum,cada um tinha o seu lugar,todos se conheciam e se ajudavam.
Meus pais eram semianalfabetos,somente assinavam o nome e faziam contas simples,minha primeira professora se chamava D.Marília,ela me ensinou a ler e escreverna pequena escola rural do município onde eu morava.Nessa escola simples,freqüentei os primeiros anosescolares,fazíamos brincadeiras,teatrinhos,limpávamos a sala de aula,puxávamos água com um balde em uma cisterna(que perigo).O caminho para a escola também era muito divertido.Percorrido a pé junto com minha irmã Irenilda(Dois anos mais velha)e minhas primas,caminhávamos até a escola brincando e colhendo florzinhas para a professora.Na volta nos deliciávamos nos pés de goiaba e araçá à beira do caminho.O contatocom a natureza era uma grande fonte de aprendizagem,de visão de mundo.
Em minha família a falta era uma palavra muito presente,as nossas roupas eram sempre ganhadas de minha avó materna que morava em São Paulo.Arroz e feijão eram sempre o prato do dia.Mesmo assim meus pais sempre priorizaram tudo que se relacionava à escola.E se no final do ano,fôssemos aprovadas,ganharíamos um presente.O...
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