De letra em riste: identidade, autonomia e outras questões da literatura africana.

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LARANJEIRA, Jose Luís Pires. De Letra em Riste: Identidade, Autonomia e outras questões na literatura de Angola, Cabo verde, Moçambique e São Tomé e Príncipe. Porto: Afrontamento, 1992.

José Luís Pires Laranjeira possui doutorado em literaturas africanas de Língua Portuguesa pela FLUC, onde é atualmente professor associado. Tem Licenciatura em estudos portugueses, mestrado em LiteraturasBrasileiras e Africanas de língua Portuguesa, é autor de obra vasta sobre a matéria, tendo dedicado boa parte de seu esforço de investigação à questão da negritude. É ainda responsável pelas cadeiras de Literaturas Africanas de Língua Portuguesa, desde 1981 e também de culturas africanas.

O autor Pires Laranjeira discorre em seu livro sobre três tópicos, sendo que no primeiro ele aborda sobre aformação e o desenvolvimento das literaturas africanas. Ele inicia o tópico descrevendo que para uma literatura tornar-se um sistema nacional passa por fases, fases estas de hesitação e de indefinição, e também são escritas em português, mas não são traduzidas nas línguas africanas. No século XIX, os africanos e portugueses tinham colunas de jornais e produziam boletins, revistas, jornais entreoutros, de fato eles intercalavam nos textos escritos em português. O autor fala também que naquele momento os africanos também se empenhavam em trabalhos de pesquisa linguística, sociológica e etnográfica, que favoreceram uma atmosfera de aprofundamento do saber sobre as realidades africanas. Também sita que depois de modificações, os africanos passam a dar mais credibilidade nos brasileiros enorte-americanos. Fala também que neste século muitos escritores foram destacados por serem os primeiros a descrever a realidades dos africanos, naquele momento os homens tratavam a língua como tudo de mais importante e daí eles criavam literaturas nacionais numa língua internacional; o autor frisa que não sabemos quando começou nem quando terminará o século decisivo das literaturas africanas de línguaPortuguesa.

No segundo tópico o autor aborda sobre: Questões da formação das literaturas africanas, ele faz uma abordagem da primeira obra literária africana de língua portuguesa, que foi publicada em angola, nesta obra os autores descrevem pela primeira vez, sobre as terras e os povos africanos. Desde o século XVI, que a Língua Portuguesa já circulava na África, só que poucas pessoas falavam ouescreviam, era mais usada pelos missionários para catequizarem os africanos, só que poucos conseguiam aprender. O autor fala também que na década de 70 e 80, vários autores se destacaram como jornalistas, eles iam chegando se identificando com o lugar, e se apropriavam das terras e lá ficaram. No século XIX, o desejo de autonomia administrativa aparecia por interesse da burguesia, lusa e africana,restrita, mas que possuía capacidades de fortalecimento a partir da ascensão dos ideais republicanos e da imposição da abolição da escravatura. Há de fato, em sentimento nativo que se irá desenvolver até aos nossos dias, evoluindo para formas de reinvindicação política. Ele ressalta que, a claridade foi o toque que, deu finalidade na antiga literatura e deu inicio a uma nova literatura e assim,abrindo espaços para renomados autores modernistas, a troca do paradigma português oitocentista pelo paradigma modernista brasileiro, foi a pedra de toque reveladora da inspiração dos claristas. Também diz que as literaturas africanas de língua portuguesa procuraram abrir-se a todos os quadrantes, segundo os objetivos, muito próprios de cada movimento, publicação, escritor ou geração. Asliteraturas africanas de língua portuguesa anteciparam as nações e os estudos e, por isso, quando não descreviam e relatavam tornavam-se verdadeiramente proféticas e messiânicas. No final deste tópico o autor ressalta que as literaturas africanas, jovens e ousadas, trouxeram à comunicação de língua portuguesa, temas e problemas, como a da guerrilha, e testemunharam a chegada à cena mundial de povos até há...
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