Daens - um grito de liberdade

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PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLIA DE SÃO PAULO (PUC-SP)

DAENS – UM GRITO DE JUSTIÇA
PAPEL DA IGREJA, PARTIDOS POLITICOS, ESTADO E EMPRESÁRIOS






PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLIA DE SÃO PAULO (PUC-SP)

Daens – Um grito de justiça
Papel da Igreja, Estado, Partidos Políticos e Empresários



São Paulo – SP
2012

Sumário

1. INTRODUÇÃO 3
2.CONTEXTO SOCIAL 3
2.1. PAPEL DA IGREJA 4
2.2. PAPEL DO ESTADO 4
2.3. PAPEL DOS PARTIDOS POLÍTICOS 5
2.4. POSIÇÃO DOS EMPRESÁRIOS 6
3. CONCLUSÃO 8
4. BIBLIOGRAFIA 9

1. INTRODUÇÃO
O trabalho apresentado a seguir tem como objetivo fornecer uma análise contextualizada compacta do filme Daens – Um grito de justiça, abordando separadamente as posições da Igreja (enquantoInstituição), do Estado (enquanto figura de Organização), dos Partidos Políticos (enquanto oposição á classe proletariada) e dos Empresários (enquanto classe detentora dos meios de produção e do poder aquisitivo).

2. CONTEXTO SOCIAL
O filme se passa na Bélgica referente ao século XIX, época plena da Revolução Industrial onde de um lado encontram-se os empresários, que com a introdução domaquinário fabril, tornam-se detentores das ferramentas e dos meios de trabalho.
Começa a sumir a figura do artesão e da cultura familiar, o trabalhador já não mais possui artefatos de trabalho e a única coisa que tem para ser negociada junto ás empresas é sua força de trabalho.
O trabalhador é visualizado apenas como um número, e o termo “proletariado” surge nesta época para denominar o que seria umadas características úteis deste mesmo trabalhador pela ótica empresarial, que seria a sua capacidade de fazer filhos, o que acabaria gerando mais mão de obra para ser utilizada nas fabricas.
Vivendo em condições sub-humanas, os trabalhadores (homens, mulheres e crianças) chegavam a trabalhar mais de 12 horas por dia, sem direito a descanso e benefícios sociais. Depois de algum tempo, osoperários começaram a perceber que o problema não estava nas fábricas, nem nas máquinas em si, mas sim na forma como a burguesia havia organizado os meios de produção, e assim, começaram a surgir as rebeliões.

3.1. PAPEL DA IGREJA
A condição operaria, a relação entre o trabalho e capital, patrão e empregado, é tratada na encíclica de Leão XIII em sua doutrina social chamada de “Rerum Novarum”. Éa principal referência utilizada pela Igreja para conter o fervor dos trabalhadores em prol de uma luta por condições mais humanas de vida. Neste mesmo documento ele condena a solução socialista que instiga nos pobres o ódio contra os que possuem, condena aqueles que defendem a ideia de que toda propriedade de bens deve ser suprimida, alegando que a administração destas questões sociais deve serfeita pelos municípios e pelo Estado.
Embora ainda demonstrasse grande poder frente ao povo, já não mais era tida pela burguesia como um Poder a ser temido, mas apenas como sua sustentação.
A Igreja utiliza o poder divino para manipular a população, que por temer o “castigo celestial”, se submete a vontade do clero que trabalham para proteger os interesses da burguesia em face das condiçõesabsurdas de vida e trabalho da época.
Por temer o desprestígio do povo e, conseqüentemente a entrada do Socialismo que diminuiria o seu grande poder, tendo como aliado principal os industriais e a burguesia em geral, deixava que o Padre Daens travasse uma luta solitária sem qualquer apoio.
O clero e a figura de seus membros são considerados pelo povo como “algo apenas de ricos”, o que começa a sermodificada com a entrada do Padre Daens como figura de apoio e força aos trabalhadores.

3.2.
3.3. PAPEL DO ESTADO
Figura de repressão e representante dos interesses da burguesia, o Estado mantinha-se à frente das grandes decisões, apoiados pela Igreja, pelos políticos e pelos empresários, que unidos criavam condições favoráveis a alguns estágios da ruptura socioeconômica...
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