Crise economica e atualidade de karl marx

Disponível somente no TrabalhosFeitos
  • Páginas : 10 (2426 palavras )
  • Download(s) : 0
  • Publicado : 3 de novembro de 2012
Ler documento completo
Amostra do texto
A crise econômica de 2008-2012, também é chamada de Grande Recessão. O mundo vem sofrendo nesses últimos anos umas séries de crises, que começou com a crise no sistema imobiliário e financeiro dos Estados Unidos e se espalhou, em efeito dominó, para outras grandes instituições, se espalhou pelo mundo afora, derrubando Bolsas de valores em uma escala global. A globalização permitiu aos EstadosUnidos sugar a poupança mundial, e consumir muito mais do que produzia, tendo seu déficit em contracorrente atingido. Seus mercados financeiros empurravam os consumidores a tomar emprestado, criando cada vez mais instrumentos sofisticados e condições favoráveis ao endividamento. Como por exemplo o aumento de créditos, e a intensificação do uso de cartões de créditos.
Desde que a crise se agravou ese generalizou, paralisando o sistema de empréstimos interbancário mundial, o governo estadunidense decidiu pôr de lado suas teorias neoliberais e passou a socorrer ativamente as empresas financeiras em dificuldades. Os países da UE também despenderam várias centenas de bilhões de euros na tentativa de salvar seus próprios bancos. A principal consequência da crise foi a grande instabilidadesocial causada pelos cortes dos benefícios sociais, principalmente na Europa. Na Europa, o primeiro trimestre de 2011 mostrou crescimento importante na Alemanha (1,5%) e França (1%), com estagnação na Inglaterra (0,5%), Espanha (0,3%), Itália (0,1%) e recessão em Portugal (-0,7%) e Grécia (-4,5%). Nos EUA, o primeiro semestre de 2011, apresentou uma desaceleração, com crescimento de apenas 0,9% doPIB. O Japão já vivia uma retração desde o último trimestre de 2010 (-1,1%), agravado pelo tsunami no primeiro trimestre de 2011 (-3,7%).
Enquanto o desemprego agregado da eurozona atinge os 10,4%, as diferenças internas desafiam qualquer noção de uma "crise geral". O desemprego na Holanda é 4,9%, na Áustria 4,1% e na Alemanha 5,5% com reclamações do patronato de escassez de trabalho qualificadoem sectores chave para o crescimento. Por outro lado, no explorado Sul da Europa o desemprego caminha para níveis de depressão, Grécia 21%, Espanha 22,9%, Irlanda 14,5% e Portugal 13,6%. Por outras palavras, "a crise" não afeta adversamente algumas economias, que de fato lucram com a sua dominação de mercado e fortaleza tecno-financeira em relação a economia.
Em Portugal, os jovens com essacrise estão ocorrendo alterações no conceito de demissão, fechamento de postos de trabalho e a redução das indenizações, permitindo às empresas despedir os trabalhadores sem justa causa e a qualquer momento, pagando indenizações de baixíssimo valor. Propõe-se ainda desregular as relações de trabalho, a celebração de contratos temporários com empresas em situação ilegal e desobrigando a empresa deinformar os órgãos de fiscalização do trabalho sobre as condições de trabalho que oferece. Com estas medidas, o governo em Portugal pretende reduzir os salários, o pagamento de horas extras, aumentar o horário de trabalho com a implantação do banco de horas e tirar ou reduzir o subsídio de férias e de Natal. Isto é, Portugal está passando por um processo de desregulamentação e flexibilização das suasleis trabalhistas e desarticulando as garantias conquistadas pelos trabalhadores nesse país.
As contradições violentas que se acumularam no interior do sistema capitalista desde a década de 70 e se aprofundaram com as políticas monetaristas nas décadas de 80 e 90, ainda não se manifestaram em toda a sua plenitude. Estamos na era de mudanças quantitativas e qualitativas no interior da ordeminternacional capitalista, tais como a desarticulação do sistema monetário-financeiro que emergiu após a Segunda Guerra Mundial, a depressão prolongada na grande maioria dos países capitalistas centrais, especialmente na economia-líder, e a retomada das lutas sociais em dimensão global.
As crises são fenômenos imanentes do sistema capitalista, oriundas da contradição central entre o caráter...
tracking img